Suicídios ou Assassinatos Sociais?

O Conselho da Europa, sediado na França, publicou novo relatório reconhecendo que as taxas de suicídio são “significativamente maiores” entre a população jovem LBGT*. A divulgação da notícia serviu de base para que a Assembléia Parlamentar do Conselho (PACE) solicitasse, aos 47 Estados Membros da União Européia, uma série de medidas para detectar crianças e adolescentes com tendências suicidas, a fim de prevenir que atentem contra a própria vida ou repitam tais tentativas**.
Na realidade, a questão já se transformou em um sério problema de saúde pública. De acordo com Bernard Marquet, relator da Comissão dos Assuntos Sociais, da Saúde e da Família , “é fundamental que os governos reconheçam o suicídio na adolescência como um importante problema de saúde pública que exige a implementação de políticas de prevenção de tais atos desesperados”.
Para a Assembléia do Conselho, é necessário aumentar as medidas de combate à homofobia, já que há provas do maior número de suicídios entre jovens lésbicas, gays, bissexuais e transexuais, do que na população jovem em geral. Tudo isso, associado à parca informação e suporte nas escolas, reforça a mensagem negativa sobre a homossexualidade, agravando ainda mais esse triste quadro.
A pesquisa descobriu, com efeito, que os jovens LBGTs assumem cada vez mais cedo sua sexualidade, de sorte que enfrentam também mais rapidamente a intimidação homofóbica. Marquet, que é membro da Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa, acrescentou ser ainda pior “pelo risco dos suicídios decorrentes de pactos (…) principalmente com a promoção de suicídio na internet para perpetuar o problema”.
Nem é preciso ressaltar que se tornou imprescindível a tomada de medidas efetivas para o apoio psicológico e social da juventude gay. O Conselho da Europa deu o primeiro passo conclamando os 47 países da União Européia; resta somente que, de forma responsável, esses Estados dêem continuidade à “caminhada” que se iniciou.
No Brasil, essa realidade não é diferente. O Grupo E-jovem, fundado por Deco Ribeiro, vem monitorando com atenção as estatísticas relacionadas ao suicídio de jovens gays. Para ele, “cada vez que um menino prefere se matar a ter de ir a escola e ser humilhado de novo ou chegar em casa à noite e apanhar do pai homofóbico, foi a sociedade que falhou (…) o garoto morreu porque não foi aceito no mundo em que vivia. Porque amava diferente de seus colegas e de seus pais. Que gente monstruosa é essa, que mata um filho a cada 8 horas?”
Infelizmente, os dados obtidos pelo Grupo E-jovem apontam para uma taxa anual de suicídios entre os adolescentes LBGTs brasileiros superior a mil, o que ultrapassa também a média internacional. Vale repetir: são mais de mil adolescentes em um total de 10.000 suicídios - por ano - registrados em nosso país.

Portanto, no Brasil, mais de 10 % dessa cifra negra é preenchida por jovens que se suicidam motivados pelo forte preconceito social em torno da homoafetividade. São 3 mortes por dia e ainda dizem que a homofobia não precisa ser criminalizada.
* Lésbicas, bissexuais, gays e transexuais.
**15% dos adolescentes que tentam suicídio, tentará fazê-lo novamente.
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Fonte: PinkNews e Matéria do Grupo E-Jovem sobre o “genocídio gay”.
Por: Té P.




Números assustadores!!!!!!!
Infelizmente existem pessoas que pregam a intolerancia e pior que isso é a familia não aceitar e ainda reprimir.
Sol
Verdade, Sol! São realmente números apavorantes e lembrar que essa intolerância parte também da família fornece uma dimensão da gravidade desse problema.
Abraços.
Triste!
Muito, Marina! Muito! =//////////
Olá! Onde consigo essa revista de onde vc tirou essa página? Eu estudo um tema próximo.
Na nossa sociedade nao existem pessoas afim de ajudar, apenas nao aceitam as diferenças das outras pessoas. o nosso corpo pertence a cada um de nos e devemos ter liberdade de fazermos o que quisermos com ele e ter Liberdade de fazermos nossas escolhas sem que nenhum “santinho“ fique se metendo. Prefiro fazer minhas escolhas a fazer coisas piores
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