A melhor cantada
Silvia havia desembarcado em São Francisco havia uma semana anterior, mas até então só tinha visto a cidade da janela, entre uma reunião e outra. Teria agora três dias para finalmente aproveitar a cidade.
Escondeu os olhos azuis atrás das enormes lentes de seus óculos escuros, prendeu os longos cabelos loiros num rabo de cavalo e deixou o quarto 418 do hotel Radisson em direção ao Castro, o bairro mais gay da cidade mais gay do mundo. Sua intenção era matar sua curiosidade de como seria este local. Silvia era hétero, casada com um homem havia cinco anos e não se imaginava com uma mulher, embora tivesse curiosidade sobre como seria beijar alguém do mesmo sexo.
Depois de caminhar alguns quilômetros, as bandeiras com o símbolo do arco-íris começaram a aparecer com mais freqüência na frente das casas e dos estabelecimentos. Silvia definitivamente chegara ao Castro. Avistou um caffè e decidiu fazer uma pausa ali. Foi até o balcão, e, enquanto escolhia entre o espresso, o café-latte ou o cappuccino, percebeu alguém se aproximar do seu lado direito. Era uma moça de estatura média, cabelos curtinhos e um sorriso enorme. “Oi. Posso te pagar um café?”
Silvia ficou surpresa com aquela atitude.
- Prazer, Valerie! – disse a moça esticando a mão direita. Silvia retribuiu o sorriso e o cumprimento e apresentou-se.
- Puxa, de onde você é? - perguntou Valerie ao notar o sotaque diferente.
- Do Brasil.
As duas falaram sobre amenidades enquanto esperavam seus pedidos, depois pegaram suas bandejas (um cappuccino para Silvia e um espresso duplo para Valerie) e foram até uma mesa à janela. Silvia percebeu um interesse além do normal por parte de sua interlocutora e, de repente, notou que era um flerte. Sentiu-se feliz, pois achou Valerie bonita e com um papo agradável, mas não tinha nenhum interesse amoroso ou sexual na moça.
Valerie parece ter notado isso e minutos depois perguntou:
- Você não é gay, é?
Silvia soltou uma risada.
- Infelizmente não. Mas se eu fosse, você já teria me conquistado.
Elas riram e conversaram mais 15 minutos. Despediram-se quando as bebidas terminaram.
- Foi um prazer conversar com você, Valerie.
- O prazer foi meu.
Silvia saiu do café com duas convicções: ela era definitivamente heterossexual. Mas que aquela tinha sido a melhor cantada da sua vida.
* Essa história aconteceu de verdade e a Silvia (que obviamente não se chama Silvia) realmente disse que, embora seja hétero, foi uma lésbica que proporcionou a melhor cantada da sua vida. Achei que valia a pena compartilhar.

Por: Té P.




Nem sei mais onde achei teu blog, mas tenho que confessar que tem sido um prazer passar por aqui!
Abraço
Mara
olá boa noite
adorei seu site…
vim através do site UVANAVULVA
li gostei e te linkei em meu blog tudo bem???
sempre passarei por aqui pra te ler
suave seja sua noite!!!
bjOsss….no coração
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Blog fantástico!
Mulheres, ai as mulheres.
Adoro a objetividade tão “desobjetiva” delas…
Adoro a forma que elas têm de olhar pra dentro de nós é não só pro que está por fora.Adoro a intensidade com que nos beija e nos aperta quando apaixonadas, sem medo de parecerem exageradas.
Levei 30 anos para aprender isso, mas confesso que minha vida começou a partir desse momento.
Meninas,
Obrigada pelo prestígio e fiquem à vontade!!
Bjos!!
olha eu vou te dizer em essas mulheres de hoje !
nossa vivemos num pais tão lindo e temos varias diferenças mais um sentido muito legal nela qui é o afeto apesar das diferenças minha namorada é lesbik e eu o oposto mais agent si ama si respeita e somos felizes
Oi, vocé está perdida? Nao. Mas ja encontrou o que procurava
Também piá so passa cantada besta tipo:ta com sede?pq to com água na boca ku tanso