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O mito do sexo seguro entre lésbicas

17 janeiro, 2008

Em meados dos anos 80, com o avanço da Aids, começaram campanhas mais fortes pelo sexo seguro e pelo uso da camisinha. As pessoas reclamavam, chiavam, diziam que era como “chupar bala com papel”. Mas com as mortes de gente famosa como Cazuza e Freddie Mercury, no início dos anos 90, percebeu-se que o assunto não era brincadeira.
Assim, a camisinha virou parte obrigatória da vida sexual das pessoas. Os programas de televisão e as campanhas ensinavam não só a operação de colocar e tirar a camisinha, mas sugeriam maneiras de inclui-la de uma maneira menos agressiva na relação. Dessa forma, pedir para usar camisinha deixou de ser falta de confiança, para se tornar demonstração de respeito e preocupação.

Mas e as lésbicas no meio disso tudo? Porque uma camisinha não exatamente resolve o problema de fazer sexo seguro entre as lésbicas. Embora algumas pesquisas sugiram que a possibilidade de contrair o vírus HIV numa relação entre mulheres é muito baixa ou quase nula, existem diversas doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) das quais é preciso se proteger.

No entanto, não existe, até o momento, um método próprio para lésbicas. Instrumentos como a camisinha feminina, que pode ajudar em algumas modalidades de sexo, não são encontrados facilmente. A administradora Wanda Rizzi *, que mora em um grande centro urbano, reclama: “uma vez, fui tentar comprar uma camisinha com minha namorada, rodamos três farmácias e não encontramos nada. Os balconistas diziam que não tinha saída”.

Para Elvira Filipe, psicóloga e gerente da área de prevenção do Programa Estadual DST/Aids do Estado de São Paulo, o sexo oral é o que oferece maiores riscos de contração de DSTs. “Algumas dessas doenças encontram na mucosa da boca uma porta de entrada para o micro-organismo. Por isso, também recomenda-se não fazer sexo oral logo após ter escovado os dentes ou ter usado fio dental: pode se ferir a gengiva, o que facilita a transmissão de algumas infecções”, comenta.

Danielle Mordini, editora do site Labris.org, dedicado a mulheres homossexuais, utiliza camisinha nas mão para a penetração. “Como tenho gatos brincalhões em casa e vivo com as mãos cheias de cortes, a camisinha protege minhas mãos”, explica. “Além disso, não corro o risco de machucar minha parceira com as unhas.”

Ela acredita que ter sempre camisinha ao alcance já aumenta as chances do sexo seguro. Na sua opinião, é preciso usar sempre proteção em “brinquedos” ou vibradores e é interessante não fazer sexo oral até ter uma conversa séria com a parceira sobre sexo seguro.

Mas ela admite que a necessidade de improvisação – principalmente no sexo oral – estimula a prática sem proteção. De fato, as formas de barreiras requerem artifícios nem sempre disponíveis no momento da relação, além de serem indiscretas e desestimulantes. “A ausência de insumos específicos para a prática de sexo seguro nas relações sexuais entre mulheres tem sido apontada constantemente pelo movimento organizado, que vem propondo um maior investimento dos gestores de saúde na elaboração de políticas públicas de atenção a este segmento”, comenta Elvira.

Uma iniciativa nesse sentido foi o projeto-piloto “Chegou a hora de cuidar da saúde”, lançado em 2006 pelo Mininstério da Saúde, em cinco Estados brasileiros e que visa a alertar para os cuidados necessários que devem ser tomados por lésbicas e mulheres bissexuais em relação à práticas sexuais e à saúde em geral.

“A relação entre mulheres lésbicas e bissexuais e a temática saúde está perpassada por uma série de fatores que envolvem: a invisibilidade do homoerotismo feminino; a invisibilidade da própria sexualidade feminina; e o grau de preconceito existente ainda hoje em nossa sociedade, em relação à homossexualidade”, opina a psicóloga.

Outro obstáculo para a prática de sexo seguro é a extrema confiança que as lésbicas têm nas parceiras. O médico Valdir Monteiro Pinto, responsável pela unidade de doenças sexualmente transmissíveis do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde, realizou uma pesquisa com 145 lésbicas que apontou que apenas 2% das mulheres adotavam métodos de prevenção em relações com outras mulheres enquanto 45% das que haviam praticado sexo com homens nos três anos anteriores haviam utilizado camisinha.

“As razões mencionadas para o não uso de métodos de proteção no sexo entre mulheres foram que elas não viam necessidade para isso, não sabiam que deveriam se prevenir ou tinham muita confiança na parceira, ainda que seja uma relação casual”, diz o médico. A pesquisa fez parte da tese de mestrado do médico, que foi orientada por Cássia Maria Buchalla, médica epidemiologista e professora associada do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo.

O sexo seguro entre lésbicas é praticamente um mito e gera desconforto em muitas relações. Os motivos, como apontados na reportagem, são muitos e passam por questões mercadológicas, culturais, comportamentais e até crenças equivocadas. Como se viu, ainda é necessária muita criatividade para driblar todos os obstáculos. Mas a conscientização é importante até para que as próprias lésbicas se questionem e passem a exigir políticas e campanhas para mudar esse quadro – e cuidarem melhor de sua saúde.

Para saber mais:

Dossiê saúde das mulheres lésbicas: promoção da eqüidade e da integralidade
Regina Facchini e Regina Maria Barbosa
Editora: Rede Feminista de Saúde
Disponível em www.redesaude.org.br

Livreto especial do Ministério da Saúde “Chegou a Hora de Cuidar da Saúde”
Disponível em www.aids.gov.br

* O nome e a profissão da entrevistada foram trocados a pedido da mesma

67 Comentários leave one →
  1. 4 junho, 2008 3:59 pm

    gosto de materias de sexo,por amar o ato,sou lesbica e sempre estou procurando materias inoivadoras sobre nois,oq a midia tm a dizer da gente,essas coisas.
    gostaria se possivel receber materias,relatorios,coisas do genero lesbico em meu e-mail se possivel.estou sempre divulgando o sexo seguro a amigo[as],ate mesmo heteros.

    obrigada pela abertura!!

    by suy

    • 29 novembro, 2010 7:37 pm

      oi suy.. tens também o preservativo para a língua k é fácil de utilizar!!
      Bjos

      • 29 novembro, 2010 8:06 pm

        Olá ticha,
        vale a ressalva de que o preservativo de língua não é um método seguro de praticar sexo oral, uma vez que ele não protege toda a mucosa bucal.
        Abraço.

  2. ana maria permalink
    22 agosto, 2008 2:40 pm

    eu transei com uma lesbica que tem aids.o que eu falo? sera que eu tenho chance de contrair a doença dela?

  3. ana maria permalink
    22 agosto, 2008 2:41 pm

    e eu tava com um machukado nos dedos sera que eu contrai essa doença? eu to preoculpada.

  4. Té Pazzarotto permalink*
    22 agosto, 2008 3:03 pm

    Bom Ana, primeiro calma…
    As chances apesar de remotas existem.
    Há todo um processo pra isso, primeiro ir a um posto de saúde pra fazer exame de sangue e receber antiretrovirais para tentar impedir que eventuais vírus que entraram no seu organismo se reproduzam e te infectem.
    Depois desse primeiro passo seria bom procurar um infectologista.
    O exame do HIV, se não me engano, tem q ser refeito com 3 meses, 6 meses e 1 ano depois da relação sexual que gerou desconfiança ou q se teve contato direto com o vírus.

    Se vc quiser, pode me adicionar no msn, ele se encontra na parte do “nós” no alto da pag. desse blog.

    Essas são as informações que eu tenho, mas vou confirmar e pedir mais dicas de algumas amigas médicas!

  5. franci permalink
    4 outubro, 2008 11:57 am

    OLá tod@s,
    sou acadêmica de Enfermagem e militante de um movimento universitário em defesa da livre orientação sexual no Estado do Pará. Estou terminando meu curso,e tenho como tema para o meu TCC a saúde das mulheres com práticas homoeróticas e o preconceito passado/vivênciado por elas na procura de atendimento ou orientação de saúde.Gostaria de solicitar materias que falem sobre isso,se possivel ,para dar embasamento ao meu trabalho.
    Conto com ajuda de tod@s.

  6. ana carla permalink
    27 dezembro, 2008 6:38 pm

    é realmente necessário usar caminha numa relaçao lesbica.? ha tempo q tenho uma vida sexual ativa mas nunca usei caminha ou coisa assim. qual problema pode haver???

  7. vanda permalink
    17 maio, 2009 11:37 pm

    acredito que o asunto é de bastante importancia pra todos e pra todas, o interessante é que nunca tinha lido nada sobre o assunto da prevençao neste tipo de sexo.. Que bom que as pessoas estão mais abertas para estudar e divulgar estas inform~ções. ok

    • Andrea permalink
      4 junho, 2009 12:47 pm

      Nossa tb nao sabia desses riscos nesse tipo de relaçao, tenho um relacionamento a anos e nunca nos preocupamos com riscos. Gostaria de receber maiores informaçoes, vlw

  8. Carol permalink
    27 dezembro, 2009 12:30 am

    Estou em um relacionamento há cinco meses e nossas relações são ótimas. Porém eu já havia pensado várias vezes na possibilidade de eu às vezes machucá-la ou algo assim,sem querer. Por isso, conversamos e concordamos em sempre cuidarmos bem das unhas e da higiêne,para não machucar. Mas gostei muito de saber que precisamos ter esses cuidados com a parceira.

    • 27 dezembro, 2009 7:06 pm

      Que bom, Carol. Fico feliz por termos ‘ajudado’ de alguma maneira =)

      • Carol permalink
        30 dezembro, 2009 5:49 pm

        Obrigada Té.P.

        Rsrs… Realmente adorei sua forma de escrever… Sem censuras… Intimamente… Muito bacana!

      • 2 janeiro, 2010 11:34 pm

        valeu =))~

  9. Dannyella permalink
    21 maio, 2010 4:35 pm

    Ollah tenho 17 anos e sou lésbica e ainda sou virgem minha namorada tbm é, Na nossa primeira relação é necessário q agente se proteja?

    • 21 maio, 2010 8:56 pm

      Sim, Dannyella. Até pra vocês se acostumarem com isso, uma vez que, entre meninas, o índice de sexo praticado de forma segura é baixo. Além disso, existem DST’s que possuem outras formas de contagio; então, independente de ser a primeira vez, o melhor – e mais indicado – é vocês usarem algum tipo de proteção.
      É fundamental, também, que vocês procurem um ginecologista. É sempre importante ter acompanhamento médico quando iniciamos nossa vida sexual.
      Boa sorte,
      Beijos
      Té.

  10. Clay permalink
    22 maio, 2010 9:54 pm

    Fiz sexo com a menina dos meus sonhos, embora não estivesse com muita vontade, queria ter curtido mais e beijado mais, nos conhecido mais. O problema todo é que ela é ou era garota de programa, e eu sabia disto, mas sonhos custam caro (não, não paguei, simplesmente rolou, ela estava afim, foi o que me disse), pelo menos moralmente. Fiz sexo oral nela e ela em mim, quais as possibilidades que eu tenho de ter contraido alguma DST? E quais exames fazer? Foi uma única vez, nem a vejo mais, embora quisesse muito.

    • 22 maio, 2010 10:08 pm

      Não vou te dar a probabilidade, por 2 motivos: 1) não tenho dados; 2) mesmo que os tivesse, tanto se pode pertencer ao grupo dos “90%” como dos “10%”. Os exames que você precisa fazer (e POR FAVOR faça) são passados por um ginecologista (não sei se clínico geral também serve).
      Boa sorte.

  11. 26 julho, 2010 7:38 pm

    oi

  12. JOY permalink
    24 agosto, 2010 12:11 am

    ADOREI A MATÉRIA.
    ME AJUDOU MUITO A ESCLARECER ALGUMAS DUVIDAS QUE EU AINDA TINHA,APESAR DE UMA VIDA SEXUALMENTE ATIVA..

  13. M. You Lovy permalink
    30 setembro, 2010 11:29 am

    Muito interessante a matéria, espero por mais informação com esse tema, eu e a minha namorada estamos procurando formas deseprevinir, pois é muito importante. Garantir a saúde, e em um relacionamento além de confiança tem que existir proteção…Estou adorando o Site…muito bem parabéns a todas que fazem esse trabalho tão legal..

  14. raphael permalink
    3 novembro, 2010 9:34 pm

    bom , tenho uma curiosidade sobre o sexo oral em mulheres , existe algum modo de prevençao para fazer sexo oral em mulheres? tipo uma camisinha sei la , e se este tipo de metodo diminui o prazer ?

  15. Camila permalink
    6 janeiro, 2011 11:07 am

    – Eu amei a matéria, tenho 22 anos e estou em um relacionamento…ha 6 meses… para mim foi uma novidade o preventivo na lingua, eu não conhecia…
    Moro no interior deve ser por isso.. que eu não o conhecia!
    – Mais tenho uma duvida:
    O virus HIV quando contraido demora quando tempo exatamente para se manifestar?

    Grata!

    • 11 janeiro, 2011 9:07 pm

      Preventivo de lingua?
      Alguém pode estar com o vírus HIV e não estar doente (AIDS). O tempo de incubação varia de pessoa para pessoa.
      Procure um@ ginecologista e/ou infectologista para esclarecer de modo satisfatório suas dúvidas!

  16. sil permalink
    23 janeiro, 2011 9:48 pm

    Té, sugiro uma coluna com uma ginecolista para que as dúvidas sejam sempre respondidas, conheço uma que talvez possa ajudar. vou mandar um email a ela e tambem o link da reportagem para ela entrar em contato com vc. Não garanto que ela aceite, mas não custa tentar. beijos e parabêns pela iniciativa…

    • 25 janeiro, 2011 11:56 pm

      Ola Sil,

      Há algum tempo conversei com a namorada de uma amiga – que é ginecologista – e fiz o convite que agora você me sugere. Infelizmente ela não pode aceitá-lo. O blog sempre está aberto a textos informativos, inclusive, essa é uma das intenções dele.
      De qualquer modo, os textos publicados aqui tiveram ou auxílio, ou foram entrevistas cedidas por médic@s especialistas nessa área.

      Obrigada pela sugestão e por tentar =)

  17. Bruna permalink
    7 abril, 2011 5:33 pm

    Eu gostaria de fazer uma pergunta que tenho muita dúvida e nunca encontrei uma resposta na internet que é sobre o exame de prevensão ..Uma garota que perdeu a virgindade com uma mulher e só tem relações com mulheres e sem brinquedinhos, então a vagina continua fechadinha mesmo assim precisa fazer o exame de Papa Nicolau/prevensão essas coisas? Se eu fizer morro de dor pois é muito fechadinha ..Espero que alguém possa esclarecer esta minha dúvida ..

    Fique com Deus ‘

    Beijos

    • 8 abril, 2011 11:23 pm

      A prevenção é feita independente da vida sexual. A diferença que eu conheço, está no modo de coleta do material.
      Provavelmente, na hora da consulta com a ginecologista, ela irá lhe fazer essas perguntas pra orientar o pedido dos exames.

  18. ana paula permalink
    28 abril, 2011 5:03 pm

    eu tenho uma relacao perfeita com minha parceira e acho muito bom comentar das prevençoes entre mulheres.. eu tenho uma vida sexual otima mas nunxca me previni… mas acho bom podermos ter a liberdade de deixar aki o k pensamos

  19. catarina permalink
    6 maio, 2011 4:25 pm

    ola!
    gostaria de saber sobre o contato entre as mucosas e as secreÇoes vaginais! isso por si só, nao seria arriscado? e como prevenir isso.. se é q há..
    beijos,
    obrigada

  20. yara permalink
    8 setembro, 2011 11:46 pm

    tenho 17 anos minha familia não sabe que eu sou lésbica mas alguns amigos sabem tenho relações só com mulheres e não uso nenhum preservativo o que tenho que fazer para me prevenir em uma relação mas que me sinta bem e avontade…brigada !!!

  21. tati permalink
    9 novembro, 2011 7:59 am

    oi, amei a matéria! não sabia q existia “Camisinha” Pra fazer sexo oral! nunca conversei sobre o assunto sexo seguro com minha namorada, mas depois de ter lido a matéria me interessei pelo assunto, e fiquei um pouco preocupada também… bom continue assim, vocês fazer um trabalho maravilhoso… beijos grata.

  22. carol permalink
    26 dezembro, 2011 5:58 pm

    eu sou virgem e quero tranzar com uma lesbica que ñ é mais virgem o que eu devo cuidar mais?

    • 7 janeiro, 2012 9:31 pm

      Oi? Seria possível um pouco mais de clareza na pergunta?

      • A.B. permalink
        10 janeiro, 2012 10:56 am

        Olá. Li seu blog pela primeira vez quando estava fazendo a pesquisa para minha monografia (sobre união estável homoafetiva).
        Só decidi comentar porque gosto da sua forma de escrever, você é bem inteligente, concisa e coloca bem as idéias nos seus textos.
        Confesso que fiquei um pouco assustada com os comentários que tenho lido, e de meninas tão novas. Gostei do seu último texto sobre sexo seguro, e sinceramente gente, vamos acordar!
        Nós temos acesso a médicos e a todo tipo de informação hoje em dia. Ser gay não é fácil, mas não da pra ficar só se preocupando com a parte emocional e psicológica, sexo é sexo, seja numa relação homo ou heterosexual.

        Parabéns pelo blog! Continuarei acompanhando…

      • 25 fevereiro, 2012 9:04 pm

        Obrigada pelo comentário!
        Também espero que as meninas comecem a se informar melhor.

        Abraços e volte sempre,
        Té.

  23. Amanda permalink
    17 fevereiro, 2012 11:51 am

    Tenho 15 anos e eu e minha namorada fazemos sexo todos os dias mais nao nos preocupamos com o uso de camisinha nao.

  24. nilma permalink
    9 março, 2012 12:01 pm

    penetrar 2 V***** sem preservativo na troca de casais* ele penetrou nela com presernvativo, e depois penetrou na minha V***** com mesmo preservativo que penetrou nela qual nossos risco com a saude? temo o risco de contrair doenças sérias pelo fuido vaginal. tivemos, eu meu marido com fluido vaginal dela, depois penetrou em mim. Mas o fluido que estava na virilha do meu marido todo lambuzado, que teve contato com minha V*****? tem risco?
    Homem penetrar com 2 mulheres com mesmo preservativo, contato da secreção da parceira com a vagina da outra, atraves de seu parceiro e etc, transmite, DST?

    • 11 março, 2012 1:43 pm

      Claro que sim! Praticamente o mesmo do sexo praticado sem camisinha. A diferença é de quem viria o contagio. No caso, se a moça tiver alguma doença, esta poderá ter sido transmitida pra você.
      Sempre, SEMPRE, deve-se trocar o preservativo, seja na troca de parceiros, seja na troca de prática sexual (vaginal, anal, etc).

  25. nilma permalink
    9 março, 2012 12:02 pm

    Homem penetrar com 2 mulheres com mesmo preservativo, contato da secreção da parceira com a vagina da outra, atraves de seu parceiro e etc, transmite, DST?

  26. 29 março, 2012 10:08 am

    Oie,meu nome é Fernanda eu tenho 14 anos e minha namo tem 17 anos eu namoro com ela a 3 meses e ela mora distante de mim ela é virgem eu me considero o homem da relação ela pretende vir para minha cidade para agente se conhecer.
    E ela me disse que quer perder a a Virgindade comigo.Eu gostaria de saber na primeira vez com ela oque eu deveria fazer será que eu devo usar proteção e como se pode usar proteção em uma relação de lésbicas ?? que tipo de camisinha é usada para os dedos ou lingua ??? :s

  27. carol permalink
    8 julho, 2012 10:37 am

    ** oi..meu nome é carol..tenho uma pergunta..terminei meu namoro com uma menina..faz pouco tempo..mais ela ja esta namorando novamente com uma outra menina..e a poucos dias fiquei sabendo que ela ta com um problema vaginal…mais enquanto ela estava comigo isso nunca tinha acontecido…isso pode ter acontecido por ela ter trocado de parceira ou é normal? se tiver alguma menina solteira ae me procura no face…Càáh Antunes…se for feminina melhor ainda…O blog é muito bom parabéns

  28. Roger permalink
    2 setembro, 2012 3:20 am

    Olá sou casado e minha mulher é bi, a gente tem um caso com uma garota e de vez em quando a gente tem relações com ela, a minha duvida é a seguinte, como posso fazer para acariciar as duas sem ter que ta toda hora tendo que ta lavando as mãos ou usar preservativo nos dedos já que é um pouco complicado já que estou ficando com as duas ao mesmo tempo e não da pra ficar trocando toda a vez que tenho que acariciar uma delas e nem posso usar o mesmo com as duas, pois tenho medo de contaminação, queria saber qual o grau de risco de masturbar uma e depois a outra e as probabilidades de contrair o hiv usando este método. As chances são remotas??? ou é muito ariscado??? Sei que perigo tem, mas queria saber mesmo o quanto isso pode ser perigoso.

    Obs: Tem risco mesmo esperando um certo intervalo de tempo???Já que o virus morre em contato com o ar, ou é melhor nem pensar nisso. Peço umas dicas da melhor solução pra esse problema.

    Meninas leitoras do blog me ajudem!!!

    Amo todas vocês acho lindo o amor entre duas mulheres. bjs a todas as leitoras e a dona deste maravilhoso blog.

    • 22 outubro, 2012 2:46 pm

      Roger, infelizmente (ou felizmente) doença não é algo matemático. Probabilidades não garantem o sexo seguro de ninguém.
      Se eu disser que a chance de você contrair algo durante a masturbação é de 50%, há grandes problemas aí: 1˚ que não tenho essa informação, e em 2˚ lugar o fato da porcentagem ser alta ou baixa não diminui – em si mesmo – o seu risco, uma vez que não temos como adivinhar se está ou não na sua vez pegar algum vírus/bactéria etc.
      A dica que eu poderia te dar é que vocês três estejam com os exames em dia, que tenham consciência de que “puladas” de cerca com desconhecidos podem trazer riscos a saúde de outras duas pessoas, deixe tudo que precisar perto do local da prática sexual, usem a imaginação para trocas de camisinha, escolhe uma mão pra cada mulher (sei lá, rs)… Coloca álcool gel do lado. E quanto ao contato com o ar, cada bactéria/vírus tem um tempo “x” de vida fora de um hospedeiro, eu não sei quanto tempo eles duram.

  29. permalink
    23 setembro, 2012 1:11 pm

    Bem interessante a matéria!
    Mas tem um porém.. em tudo que já ouvi, li e procurei saber, os métodos de prevenção só falam de sexo oral e do uso de brinquedos eróticos. Existe algum método que previna a transmissão de doenças no contato direto, vulva-com-vulva, ou tenho que abandonar essa prática nas relações casuais com outras meninas?

    Obrigada!

    • 22 outubro, 2012 2:56 pm

      Oi,
      até onde eu sei não existe nenhum método que proteja a parte externa onde se localiza a vagina, ou seja, grandes e pequenos lábios e afins. Já ouvi orientação de uma gineco para colocar plastifilme sobre o clitóris durante o sexo oral. Como essa indicação é para diminuir o contato direto da boca lá, talvez ajude, pelo menos um pouco, a prevenir a transmissão de dst’s na fricção vulva-vulva.
      Mas desconheço formas eficientes e oficiais de prevenção para esses casos.

  30. Camila permalink
    30 dezembro, 2012 6:02 pm

    Sou lésbica, e nunca usei nenhum método. Realmente sei que eh perigoso, mas digamos que temos algumas maneiras de proteger. Como, não fazer oral no primeiro encontro. Se a menina foi bi e transou sem camisinha, pelo menos eu soh vou pra cama com ela se ela fizer exames. Sei lah, ateh hoje nunca peguei nada. Em relacao aos brinquedos, sim. Uso camisinha com elas.

  31. Karen permalink
    8 janeiro, 2013 9:37 pm

    Olá!! Estou muito preocupada! Um amigo meu disse q é paranoia minha. Mas comecei a namorar com uma moça de de 31 anos,9 anos mais velha que eu e bem mais experiente. Antes dela eu só havia me relacionado sexualmente com minha ex,sendo q eu fui a 1º dela e ela a minha 1º mulher. Comecei a namorar essa de 31 anos,tivemos nossa 1º relação sexual e depois disso comecei a me preocupar. Qndo fui questioná-la se ela já havia feito exames e tal ela disse q certa vez qndo ela foi doar sangue o teste elisa dela deu positivo,eu quase tive um treco,mas ela disse q refez e deu negativo,havia dado positivo de inicio pq ela estava se recuperando de uma gripe. Mas depois disso fiquei com medo, será q ela repetiu mesmo o teste,se ela for soro positivo será q eu peguei. Detalhe,ñ fiz sexo oral nela,nem penetrei,ela ñ gosta da posição de passiva. Mas ao longo do sexo eu posso ter tido algum contato com a secreção dela sem ter percebido. Só transamos uma vez,falei q ela só me tocaria de nv com um novo exame, isso tem 5 dias hj como ñ quis ir pra cama com ela, ela terminou comigo dizendo q eu ñ confiava nela e tinha nojo dela,será q ela tá querendo me enrolar pra ñ fazer o teste? Acho q agora terei q esperar 6 semanas pra q eu mesma faça o teste. O que vcs dizem? Desculpa ter digitado tanto,é q qndo estou nervosa falo demais.

    • 8 janeiro, 2013 11:16 pm

      Calma. Falsos positivos existem, mas esse discurso de “você não confia em mim” está mais do que ultrapassado, assim como o: “se você me ama de verdade tem que me provar, transe comigo”.
      Para que você fique mais relaxada, faça o exame, nunca se sabe, não é mesmo?! Mas fique tranquila, provavelmente não vai dar nada.

  32. Karen permalink
    16 janeiro, 2013 4:26 pm

    Olá,tenho boas notícias!! Depois de muita conversa eu e minha namorada voltamos e ontem teve uma campanha de exames gratuitos de sífilis e hiv na minha cidade,o resultado saia em 20 min eu a levei pra fazer,já q só tinha 2 semanas apenas que tinhamos nos relacionado sexualmente e ñ teria dado o tempo da janela imunológica,não adiantaria eu fazer. Ela estava super nervosa,mas graças a Deus os exames deram negativo. Estamos muito aliviadas,aproveitamos e pedimos umas dicas de proteção,ganhamos camisinhas e tal. =)

  33. JeenLow permalink
    30 janeiro, 2014 6:35 pm

    Olá,
    Infelizmente não há informações, estudos sobre prevenções voltados para o publico lésbico, somos “esquecidas”, porém há precauções que podemos tomar,enquanto o governo não age (se há alguma ‘Les’ com interesse em saber), exemplos:

    – Uso de luvas cirúrgicas para a penetração vaginal ou a camisinha.
    – O cling film para o sexo oral, ou você corta uma camisinha abra-a estenda sobre a pepeca e mande ver. (risos)

    Obs: exames periódicos para saber se tudo anda bem, ajuda e muito!

    E acima disso tudo, um papo SUPER cabeça com sua namorada(Ficante,Amante,Esposa e etc.) demostração de preocupação é sinônimo de amor pela mesma, detalhe não adianta ‘muito’ cobrar fidelidade em um relacionamento(opinião própria), mas compre dela responsabilidade, se duvida de casos extra-conjugais. Bjin na Alma.

    #SAPA’CRIATIVA kkkkkkkkk”

  34. rebeca permalink
    21 maio, 2014 12:36 pm

    tenho uma duvida, em uma relação sexual de duas mulheres o contato da secreção da mulher com a outra pode transmitir DST ? e no sexo oral quais são a chances ?

  35. Mo, permalink
    11 junho, 2014 6:35 pm

    Ola.
    Estou com um problema e por isso resolvi escrever.
    Tenho uma relação estável com uma mulher há cinco anos. E ultimamente, após o sexo oral, uns dois dias depois. aparecem algumas crostas na minha garganta, percebo algumas bolinhas esbranquiçadas no fundo da lingua, e fica meio irritada. Tenho receio de conversar com minha parceira sobre isso e perguntar ao médico morro de vergonha rsss.
    Na minha parceira não notei nada de diferente.
    Será que estamos com alguma doença??

    • 12 junho, 2014 12:00 am

      Desculpe, mas você precisa ir ao médico. É impossível diagnosticar qualquer doença ou problema apenas pelos sintomas. E seria no mínimo irresponsável fazê-lo. Por favor, vá a um ginecologista!!!

  36. Bia permalink
    24 novembro, 2014 10:54 am

    Oi, tenho uma namorada, eu sou virgem e ela não, porém me disse que sempre usou camisinha. Tem como eu contrair alguma doença, apenas fazer a posição “tesourinha”? E com os dedos? Por exemplo, não tenho unha grande e nem machucados, se ela também não tiver, existe alguma chance de eu contrair mesmo assim? O mesmo vale para a boca?

    Obrigada pela atenção

    • 17 fevereiro, 2015 2:45 pm

      Sempre é possível contrair DSTs durante relações sexuais sem proteção.

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