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Gaydar

3 maio, 2008

Dica da Té: é sempre bom ter todas as ferramentas à mão!

Olá pessoas…
Eu recebi várias perguntas relacionadas a essa ferramenta, que é fundamental para muitas, denominada:
Gaydar.

Devo ser sincera e dizer que não tenho fórmulas mágicas para “identificação” da “Homo sapiens sapiens , uma vez que descarto a aparente certeza que podem oferecer certos estereótipos como:

– usar prata, principalmente anéis/alianças;
– ter unhas curtas. Se estiverem pintadas, geralmente é uma base ou uma francesinha básica;
– usar bolsas cruzadas;
– ter um Celta ou Palio;
– preferir tênis (all star);
– gostar de mpb, principalmente: Ana Carolina, Isabella Taviani e Zélia Duncan;
– gostar de futebol e saber jogar bola;
– dirigir bem (isso inclui saber estacionar);

ETC!

Elas são comuns, é verdade. Quem não conhece uma sapinha que tenha pelo menos 3 das características acima? Entretanto, fazer uma análise baseando-se nisso é um método totalmente falível.
Diante disso, o que posso fazer é compartilhar minha experiência com vocês!

O meu gaydar é baseado nas “ondas eletromagnéticas GAY”!
Sim, elas existem!

Entre o meu começo e atualmente, passeei por “extremos”.
Antes:
Eu não desconfiaria nem da Marlene Mattos!
Depois:
“Desconfio” até da minha mãe. E não, eu não estou brincando… (risos).


Sou lésbica desde sempre, a primeira paixão foi no Jardim II, e a primeira namorada aos 16. Relacionamento, que durante os 2 anos que durou (2001-2003), existiu dentro de uma bolha.

Quando terminei, o desespero foi total. Me sentia perdida, sem saber da existência do “mundo”.
O primeiro passo: descobri a salas de bate-papo da UOL… Eu também tive a minha fase lá…=)
Comecei a me ambientar e arranjei as primeiras amigas, nenhuma daqui. O motivo? Medo… Aos 18 anos e primeiros meses ainda não era assumida.
As moças que “conheci” eram bem mais velhas que eu (normal e comum pra mim, sempre cultivei amizades com anacrônias cronológicas), e as conversas, algumas vezes, ganhavam o tom da minha angústia:
“Eu não sei quando a menina é, eu não consigo”. E achava mesmo que nunca iria saber (… Ai ai, se eu soubesse como hoje seria “fácil”…).

Bem, os conselhos que recebia eram voltados, em sua maioria, para os olhares e o comportamento:

– Lésbica encara, Té. Fica olhando, se não diretamente pros olhos, olha pra boca…

E eu pensava, e questionava:

– Mas eu quero conseguir reconhecer à distância. Se pra identificar toda mulher como sapa eu tiver que conversar e ficar perto, vou virar alcoólatra e nem gosto de beber!

Em fevereiro de 2003, fui passar uma “temporada” na casa duma amiga na cidade da perdição lésbica… Não é a ilha de lesbos, gata. É SÃO Paulo happy city, gay city, sapa city…
Fui pra minha primeira balada gay, conheci as primeiras lésbicas, aliás, convivi com elas. Só de lembrar a sensação, dá água na boca. Era perfeito me sentir “em casa”. Definitivamente havia me encontrado.

Depois de 1 mês e meio, voltei para cá! Pouco mais 1 mês e meio, e já era maio.
Maio… Dia das Mães e: “Mamãe, sou lésbica”. Assumi a ‘totalidade’ do meu ser…

Sem a pressão do segredo, voltei a freqüentar as salas de bate-papo e encontrei a primeira amiga lésbica na minha cidade. Com a ajuda da OI (promoção 31 anos) passamos parte da madrugada de uma sexta conversando, e, no domingo, fui encontrar com ela e alguns amigos numa barraca de praia GLS.
De uma pessoa, conheci mais 5, mais 10… Soube do #Canal Gay do mIRC, entrei… Passei a organizar encontros em um shopping e as 10 pessoas foram multiplicadas por 8.
Era muita gente!

Nesse “vuco-vuco”, conheci minha segunda namorada, formei um grupo fixo de amigas com as quais tinha o costume de sair e abandonei os “encontros”.
Estava inserida no “meio”…

Mais ou menos dessa maneira as coisas evoluíram, troquei as salas de bate-papo pelos cafés e barzinhos com amigas, agreguei algumas pessoas, outras perdi contato… O fato é que o tempo passou.

Pode parecer meio sem sentido fazer toda essa retrospectiva pra falar de Gaydar, só que prestando atenção, não é.
Como já disse em uma das colunas, um bom gaydar requer, na maioria dos casos, experiência. É normal essa agonia de não saber se é, se não é. Isso, com o tempo vai sendo aprimorado, aperfeiçoado, adquirido.
De tanto ver, você acumula as informações características daquele determinado grupo; são infinitas, eu sei, porém, como já disse, existem as predominantes.
Isso é o que chamo de “ondas eletromagnéticas gay”. Não é só uma questão de intuição, é percepção: feeling!

Enfim… Pra mim, hoje, o mundo é gay e todo mundo nasce bi!

=)

____

Beijo pessoas =)
Semana que vem, nova coluna.
Para deixar perguntas:
tep.8@hotmail.com

25 Comentários leave one →
  1. 3 maio, 2008 2:48 pm

    Interessante… Gaydar é sim algo desesperador,mas sempre tive um ‘feeling’ pra sapas. É lógico que ás vezes desespera ou, até mesmo, quase enlouqueço. Como convivo com muitas mulheres, olho para todos os lados e… Pifa!..rs O melhor é que já entendi que como tudo é uma questão de tempo o jeito agora é perguntar pro amigo gay mais próximo “E aquela ali ‘é’ ?”…rs

    =p

  2. Aranel permalink
    3 maio, 2008 3:14 pm

    Gay-dar…

    eis uma introdução a um dos elementos indispensáveis.

    Como sempre, seu refinamento de humor para compartilhar experiências torna nossa leitura um grande prazer, além de consagrar você como a nossa “sexpert” rs… =]

    Parabéns, Té! Se a apresentação do Gaydar foi assim, fico imaginando o que nos aguarda no desenvolvimento das teorizações sobre ele.

    Beijos e Beijos. =]]]]]

  3. 3 maio, 2008 11:02 pm

    Adorei o texto!
    Esse tal de gaydar é engraçado mesmo! Eu sou péssima para reparar nas outras. Sou daquelas que passo o dia inteiro com uma pessoa e depois de 15 minutos, após a despedida, não lembro (de jeito algum) a roupa com que a pessoa estava vestida. Eu vou por outros detalhes pq vestuário, acessórios, etc, me quebram! Maldita distração!
    bjos
    Mari

  4. 4 maio, 2008 12:06 am

    Adoro esse tema!
    e o seu texto ficou ótimo mesmo Té!
    modéstia à parte, meu gaydar é bem bom… já identifiquei uma menina antes mesmo de ela saber que era lésbica, e ajudei ela a se assumir! HOje ela é uma das minhas melhores amigas…
    Mas você está certa no que diz respeito à experiência, só com ela que o gaydar vai aperfeiçoando…
    um abraço,
    Renata.
    http://www.oraculodelesbos.blogspot.com

  5. Té Pazzarotto permalink*
    4 maio, 2008 10:46 am

    Ah meninas, obrigada Biela, Nel, Mari, Renata… Posso dizer que meu gaydar nunca falhou rs.

    Nel…
    XD~ você sabe do meu problema com elogios, né? amei o novo apelidinho: “sexpert”.
    Adoro você!

    Já aconteceu algo parecido cmgo, Renata, achar que uma garota era e ela se dizer HT… nada como o tempo, né?!

    Mari, eu também não sou muito de olhar acessórios e roupas, geralmente observo o jeito: como atende celular, como anda, como se senta, como pára em pé…
    Ai as “ondas eletromagnéticas gay” fazem o gaydar apitar: PIPIPIPI… !

    Ow Dona Biela, eu desconfio do seu gaydar viu?
    E o amigo mais perto? tsc tsc.. PERIGO! Cuidado com o amigo, o gaydar dele é pra outro público-alvo! hahahahaha
    ps: vez ou outra serve… rs

    Beijos!

    =D

  6. Aranel permalink
    4 maio, 2008 2:06 pm

    Que bonitinho, “sexpert” rs…

    Adoro você encabulada e também adoro você. =]]]]

    Beijos!

  7. Marina Meirelles permalink
    4 maio, 2008 7:50 pm

    ai, se meu gaydar funcionasse… 😦

  8. Té Pazzarotto permalink*
    4 maio, 2008 7:59 pm

    você não precisa que ele funcione, tata
    você tem duas amigas que podem te ajudar, eu e a Aranel… tem meu amor também, mas o gaydar dela não é nada confiável…hahahahahahahaha
    Mas serve, né?

    :p

  9. Ana permalink
    5 maio, 2008 2:37 am

    Bom texto! Meu gaydar sempre foi muito bom e concordo que o mais importante é ter feeling. Em relação às dicas, discordo da parte dos carros… Minha namorada dirige uma Ferrari! rs rs rs
    beijos

  10. Miss Biela permalink
    5 maio, 2008 2:44 am

    ai ai ai

    Dona Té, eu não confio no gaydar (masculino) alheio, eu só pergunto se o ‘amigo’ ja conhece o alvo!..hehehe

    Olha que funciona!…

    E… Pq desconfia do meu gaydar???
    hUhuhuAHUHAUHuhaUHauHuha

    MEDINHOOOO

    Bjinhuxxxxx!

    P.S.: Ainda risos?

  11. missgray permalink
    5 maio, 2008 2:13 pm

    Desculpa a ignorância, mas por que Celta ou Palio? Rsss
    Só por simples e extrema curiosidade!

  12. Té Pazzarotto permalink*
    5 maio, 2008 3:17 pm

    “uma vez que descarto a aparente certeza que podem oferecer certos estereótipos… ”

    1- como já disse, não me baseio nisso
    2- por que? muito simples: observação!

    Por que prata e não dourado, por exemplo? Não há motivo concreto, tudo isso são idiossincrasias…

    ps: eu também não ia fazer uma lista dos 10 carros mais usados por sapinhas, né? A escolha foi baseada no senso comum e não em uma pesquisa do IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística)…rs

    =)

  13. Margo permalink
    6 maio, 2008 12:00 pm

    Adorei saber da sua trajetória rumo ao arco-íris (hahaha), Té!
    Muito legal esse post! =)

  14. Amanda Andrade permalink
    6 maio, 2008 4:41 pm

    adorei! adorei! adorei! adorei!
    só comentando…

    – usar prata, principalmente anéis/alianças; ( EU USO! )
    – ter unhas curtas. Se estiverem pintadas, geralmente é uma base ou uma francesinha básica; – (NORMALMENTE!)
    – usar bolsas cruzadas; ( QUASE SEMPRE )
    – ter um Celta ou Palio;( EU TENHO UM PALIO ¬¬’)
    – preferir tênis (all star); (TENHO VÁRIOS!!)
    – gostar de mpb, principalmente: Ana Carolina, Isabella Taviani e Zélia Duncan; – ( ¬¬’ FALO NADA!)
    – gostar de futebol e saber jogar bola;(EU GOSTO! EU SEI! ¬¬’)
    – dirigir bem (isso inclui saber estacionar);(COM CERTEZAAAAAAA!!)

    Tésão “minha” linda, vc anda me espionando?!?! hahahahahaha brincadeirinha!!

    enfim… “sexpert” (Aranel, um pequeno empréstimo!rs) como SEMPRE um ótimo texto, de fácil compreensão e agradável leitura!!
    adorei msm… o único problema é q meu gaydar vive quebrado! rsrsrs

    Beijokxxxx!

    Te adoro!

  15. Té Pazzarotto permalink*
    6 maio, 2008 11:08 pm

    own, que lindinho!
    Obrigada Má e Amanda…

    =D

  16. 9 maio, 2008 5:20 pm

    Gay-dar, interessante, não conhecia essa experessão.
    Sou bi e tenho muitas amigas lésbicas, mas não frequento bares lesbos, talvez seja por isso que meu gay-dar esteja “manco”. Porém, já houve algumas ocasiões que identifiquei lésbicas antes que elas se abrissem pra mim, e essas lésbicas não tinham esteriótipos.
    Para mim é muito mais dificil, procuro as bis em todos os lugares é é bem dificil identificar qdo elas não estão num ambiente onde elas se sentem a vontade.
    Beijocas

  17. dany permalink
    31 maio, 2008 2:49 pm

    tbm ja cheguei a desconfiar da minha mãe Oo
    rs!

    adorei o texto!

  18. Té Pazzarotto permalink*
    31 maio, 2008 3:30 pm

    Obrigada Dany! Fico feliz que tenha gostado…

  19. Tacy permalink
    13 setembro, 2008 11:31 pm

    Texto bacana. Me prendeu a atenção e veja q isso é raro cmgo. Descontando uns etereótipos aki e alí, + uns rótulos desnecessários q nem mereciam xegar a púbico…Congratulations! Espero q as próximas sejam sinceramente tão interessantes qnto a primeira…Hasta!

  20. Asxida Atna Lura permalink
    9 novembro, 2008 9:01 pm

    Meu sonho é ter um caso c outra mulher. Vivo imaginando coisas. N sei se terei tempo p tal, pois já sou bem madura. Bjm

  21. Fernanda permalink
    12 março, 2009 2:36 pm

    Assim…….Meu Gay-dar é muito bom..eu conheci uma garota só que ela “não era” mas ai…. eu num sei como fiz mas….ela se apaixonou por mim..e estamos juntas até hoji……..hihihi

  22. Eliana permalink
    12 março, 2009 2:43 pm

    ai.ai.
    pois eh desse jeito mesmo toda lébica.usa All Star,gosta de MpB “Ana Carolina” principalmente.. joga Bola ou gosta de quem joga,ou tem tbm cabelo curto,toca violão.e por ai vai..
    cada uma tem seu jeito….. mas todas gostam da mesma coisa Adorei isso .me identifiquei muito… bjos suas sapas..

  23. lais permalink
    9 fevereiro, 2010 9:07 pm

    minha personal gay, gostei muito do seu texto pois ele mi ajudou a entender pq uma mulher do meu trabalho me olha fixamente de tal maneira q nao consigo tirar o olhar dela tambem. é como se ela me ipinotisasse, ela usa um anel preta na mao esquerda, sera q ela é? e eu so um alvo dela se for como faço para saber. me ajuda, por favor.

    • 10 fevereiro, 2010 12:22 am

      olha, sendo do trabalho, acho melhor nem descobrir… rs
      Ah, obrigada =)

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  1. Rastreado pelo “gaydar” « Na Ponta dos Dedos

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