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Sex.d.ualidade

31 maio, 2008

 

Devido à quantidade de perguntas relativas ao tema, vou escrever hoje como fiz com o gaydar, falando do meu caminho até assumir esse pedaço meu para todos, inclusive pra mim.

Estive tentando entender a posição das pessoas que descobriram recentemente um novo lado da sua sexualidade, para tal, me imaginei na seguinte situação:
Eu sendo lésbica desde sempre, tendo tido relacionamentos apenas com mulheres (sim, eu NUNCA beijei um homem ou cheguei perto disso, imagina o resto né?!) me interessando, de repente, por um indivíduo do sexo masculino…

Bem, com certeza absoluta, não sei qual seria minha reação, mas por uma questão de lógica acho que iria pirar! Imagina, EU, que super adoro tudo numa mulher querendo “aquilo”?! Não, isso não dá, definitivamente.
Teria dúvidas, negaria sempre e com veemência, faria o diabo a quatro.

Não existiram “certas confusões” (para eu assumir minha homossexualidade pra mim mesma) por um simples motivo: gostar de mulheres é algo mais que normal pra mim, é natural e praticamente o “único caminho”; afinal, eu sempre pensei:
Porra, não tem como não gostar!

Enfim, consegui, finalmente, imaginar o drama que deve ser uma mudança dessas na vida de alguém, e apóio a bandeira: não é fácil!

Ser lésbica e se ver com “tendências” heterossexuais teria apoio da sociedade, esta espera que você seja assim, que se interesse sexual e afetivamente por alguém do sexo oposto. O inverso, nesse caso, não acontece. Ser hetero e se ver com “tendências” homossexuais, fora toda a confusão que isso pode provocar, ainda existe o mundo. Ainda existe a “porra” do mundo.

Voltando…
Quando falei que não existiram “certas confusões”, quis dizer que nunca achei errado, ou pecado, ou que eu seria uma aberração ou estaria doente. Entretanto, com certeza quis negar e lutar contra, não por não querer admitir o que sempre soube, sempre senti, mas por pensar na minha mãe e nas dificuldades que encontraria.

É quase tentador se perder nessa divagação da sexualidade humana, mas a questão fundamental no final das contas, pra esse começo, é só “uma”:
Não impor limites a si.
Ser alguém e ao mesmo tempo não se resumir a uma definição, sem a possibilidade de mudanças ou novas experiências. Não critique seus sentimentos, sensações e/ou desejos… 
O único parâmetro (apenas para se guiar) é respeitar a si e aos outros…

Quanto ao resto, querida, que se: F***!

(continua…)

 

____

Beijo pessoas =)
Para deixar perguntas:
tep.8@hotmail.com

15 Comentários leave one →
  1. Marina Meirelles permalink
    31 maio, 2008 2:24 pm

    É, eu sou do time que gostava de homens até outro dia e, “de repente”, me vi atraida por mulheres. No meu caso, isso aconteceu desde sempre, mas foi apenas há uns três anos que a “coisa” começou a ficar mais forte.
    Pelo que passei, concordo integralmente com a Té: não se impor limites é o primeiro passo. É uma questão de “costume” passar a se ver como uma pessoa com uma “tendência” sexual diferente. Tipo, no começo é muuuuuuuito estranho, mas ai, se você não fica se podando e se impondo limites, a coisa vai ficando mais natural.

  2. dany permalink
    31 maio, 2008 2:57 pm

    Sempre soube que sentia atraçao por mulheres, mas nao era algo que eu levava a serio… ficava ali, meio que incubado.
    Eu namorava homens e nunca consegui gosta de nenhum, e so fui entender claramente o por que no reveillon de 2005 quando eu beijei pela primeira vez uma garota (foi incrivel!)

  3. Té Pazzarotto permalink*
    31 maio, 2008 3:31 pm

    Sei bem como é isso…
    Essa parte tá na continuação =D

    beijos =*

  4. Té Pazzarotto permalink*
    31 maio, 2008 3:54 pm

    “mas foi apenas há uns três anos que a “coisa” começou a ficar mais forte”

    ow tata, você é uma girininha ^^

  5. Margo permalink
    1 junho, 2008 1:14 am

    Very nice! Adorei a luvinha colorida, haha.

  6. Marina Meirelles permalink
    1 junho, 2008 12:27 pm

    hahahah, pois é, tata, uma girininha ruiva, hahaha!

    =)

  7. 1 junho, 2008 10:40 pm

    Havíamos conversado sobre isso há algum tempo. Sobre essa sex.d.ualidade que nos coloca além dos limites socialmente impostos e nos permite saborear a totalidade do(s) nosso(s) objeto(s) de desejo. O próprio desejo já se faz amplo por si só…

    Essa sex.d.ualidade ganhou contornos ainda mais fortes com você. Tinha que ser você, Té. =]]]]

    Beijos, beijos e adorei!

  8. Greenie permalink
    3 junho, 2008 12:11 am

    Li este post só hoje, Tézinha, mas posso dizer que, especialmente nesta noite, ele veio bem a calhar.

    :*

  9. barbara permalink
    17 junho, 2008 7:51 pm

    eh sim mt dificil mais as vezes necessario…
    =DD
    eh uma situaçao delicada e as vezes nem tanto por si mais pelos outros…mais agora naum tenho medo de ser o que sou apenas de decepcionar meus pais
    mais isso eh impossivel evitar…
    by
    =*

  10. 19 junho, 2008 10:08 pm

    não impôr limites. adorei! eu e minha sex.d.ualidade desde sempre. menina q gosta de meninos e nao pára de pensar em meninas. menina q gosta de meninas e de repente se vê pensando em meninos. menina que gosta de meninas e não quer nem saber de meninos. menina que tem medo de se definir ou de nunca se definir. é muita pressão, né? o negócio é deixar fluir. Valeu, Té, ótimo post!

    p.s.: girininha ruiva? hum… gostei! hahahaha.

  11. Té Pazzarotto permalink*
    28 junho, 2008 10:17 am

    Pra que se definir né?
    Obrigada meninas… =)

    beijos :*

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