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Casais homossexuais já conseguem financiar a casa própria

14 agosto, 2008

“A aposentada Maria Carmelita, de 70 anos, criou o neto Danilo, de 22, assim como fez Elaine, de 45, com a sobrinha Lilian, de 19. A faxineira Maria, de 49, é divorciada e sozinha – os dois filhos ficaram com o pai. Já a manicure Rose divide o mesmo teto há um ano com a pintora Rosana e, com sua ajuda, cria a filha de 7 anos.

Os professores Reginaldo e José também vivem uma união estável, sem herdeiros. Já Valdelice, de 59 anos, nunca se casou. Mesma opção de Antonio, solteirão convicto, de 33. O que essas pessoas têm em comum? Elas compõem o novo perfil de família brasileira, agora também aos olhos da política habitacional em São Paulo.

O relato foi feito pelo jornal O Estado de S. Paulo em sua edição de sábado – ao revelar que a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) de São Paulo “reviu o conceito de família e, agora, passa a conceder financiamento para casais homossexuais, solitários com mais de 25 anos, famílias mononucleares (pais ou mães solteiros) e anaparentais, como avós e netos, tios e sobrinhos, irmãos ou primos, além de uniões baseadas não no parentesco, mas na ligação afetiva”. O texto é da jornalista Adriana Carranca.

Até então, a CDHU só aceitava como beneficiários de seus programa homens e mulheres casados ou registrados em união estável.

“A atualização do conceito de família passa, sobretudo, pelo princípio da igualdade e tem base na Constituição. Não dá mais para entender a família como fruto do casamento entre homens e mulheres. A companhia já entendia isso, mas ainda tinha a família tradicional como prioridade”, diz Rosália Bardaro, diretora de Assuntos Jurídicos e Regularização Fundiária da CDHU.

Idosos sozinhos já eram contemplados porque o Estatuto do Idoso prevê cota de 3% das unidades habitacionais para pessoas acima de 60 anos – a CDHU pratica 5%. O mesmo para deficientes físicos. A companhia discute qual será a porcentagem para novos perfis de família e critérios de atendimento. Mas algumas famílias já são atendidas.”

_______________

 

Fonte: IBDFAM

6 Comentários leave one →
  1. Té Pazzarotto permalink*
    14 agosto, 2008 1:31 pm

    Definitivamente:
    “Não dá mais para entender a família como fruto do casamento entre homens e mulheres.”

    Essas boas políticas deveriam se espalhar pelo resto do país… Seria o ideal!

  2. 14 agosto, 2008 4:43 pm

    Aranel,
    Se você visse a palestra de um psicólogo francês que veio à PUC-RJ, na terça-feira, vc ia chorar comigo! Ele é de uma abordagem um tanto quanto conservadora. Não é o que dizem os que a praticam. É lógico!
    O francês defendeu a família como o tradicional esquema da filiação natural. Algo muito complexo, que me deu nó no estômago!
    No final até que achei bom….
    vi que não há nada melhor que o bom e velho Freud!
    bjão!!

  3. Greenie permalink
    14 agosto, 2008 8:49 pm

    Muito interessante! É um grande avanço, sem dúvida!
    Vou ver se me informo como funciona aqui onde moro, só por curiosidade.

    Beijão!

  4. 14 agosto, 2008 10:06 pm

    Opah!! Gostei…

    em breve quero meu teto..rs..

    Bjo meninas.. mto boa matéria

  5. Mara permalink
    15 agosto, 2008 2:17 am

    Nossa que bacana!

    Hoje mesmo estava falando com minha namorada de no futuro lutarmos para financiar um imóvel juntas !
    As coisas avançam devagar, mas lá vai indo meninas!!!

    Abraços!

  6. Marina Meirelles permalink
    15 agosto, 2008 8:00 am

    Aeee!!

    Gente, que máximo! Estou feliz não só pelos avanços em relação aos casais homossexuais, mas em relação a todos os outros tipos de famílias que antes eram desconsideradas.

    Acho que cada vez mais a gente escolhe nossa família. Se alguém tem uma mãe ou um pai desequilibrado e de repente se dá superbem com uma tia ou com a avó, por que não?

    Amei, Nel! Bjos

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