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Uma carta

14 setembro, 2008

floresta       

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                        .

Como dizer algo, que só você pudesse entender? Ou escrever alguma coisa que a, ou as únicas opiniões que me interessassem fossem a sua e a de poucos amigos que conhecem parte de mim? Mas é só com isso em mente que vou escrever…

São tantas idéias, você sabe que eu não paro de pensar um minuto né? E que minha imaginação pode elaborar as coisas mais insanas e insólitas ‘impossíveis’.

São também muitas dúvidas. Sim, apenas dúvidas… não ‘perco meu tempo’ com perguntas há muito… Dúvidas sobre comportamentos, é difícil entender o diferente, principalmente, quando o reprova-se.

Voltando ao ‘início’…
Eu tenho mania de escrever descrevendo. Muito minuciosa e sempre cheia de meticulosidades [ em todos os sentidos denotativos dessa palavra ].

Consegue imaginar uma floresta densa? Onde a luz do sol praticamente não penetra, que mesmo a chuva mais forte só chega ao solo em forma de orvalho? Que há briófitas cobrindo boa parte do chão e o caule da maioria das árvores e é sempre úmido.

Onde o ano todo é sempre a mesma estação, a mesma temperatura e dentro desse equilíbrio as coisas podem acontecer de forma ‘segura’.

Imagina agora, qualquer ser vivo desse habitat encontrar-se em uma espécie de savana ou campo, com novos predadores, com sol, chuva, frio… Onde tudo é novo e o novo horizonte é sempre igual pra qualquer lado que se olhe, mas não é mais o mesmo.
O ‘pior’ pra esse ser vivo talvez seja não entender o que e por que isso está acontecendo, ele simplesmente adormeceu sob a copa das árvores numa noite comum e acordou assim, exposto e perdido.


Recebeu minha mensagem? As duas se completam!

Escrever ainda me faz ‘bem’, apesar de eu achar que o tempo me fez perder um pouco o jeito… Tinha mais coisa… hahaha*

O resto eu guardo só pra dois, ou duas, ou nós.!

Jeito estranho de dizer que amo?

É, pode ser… Mas o melhor jeito de demonstrar amor, pra mim, é compartilhando.
“Dividindo” a si mesma com a outra, compartilhando o copo de água e as suas coisas mais importantes, seus momentos, meus pensamentos… O que tenho de mais precioso, o que tenho de mais meu, está dentro de mim, e tenho te oferecido e compartilhado com você.

Te amo como antigamente, entre o tempo da minha avó e a época dos românticos, onde amor ainda era amor e não simplesmente gostar. Onde amor era eterno e pra sempre e não apenas uma noite, ou alguns meses, às vezes, poucas vezes, alguns anos. “Chata e conservadora”, mas talvez seja isso que falta…
Amo, amando e não apenas dizendo. Mesmo na ausência se ama, se ama na distância, se ama sempre mas não de qualquer jeito. Te amo amando, e mais a cada dia.

 

2006

2 Comentários leave one →
  1. 15 setembro, 2008 12:31 am

    lindoo! bela declaração de amor, engraçado que eu tb fiz uma declaração de amor, não tão bem escrita claro, mas estou assim um tanto romântica hoje.
    beijinho

  2. 15 setembro, 2008 2:15 pm

    De fato! Um linda declaração de amor e românticamente bela, devo acrescentar!

    Beijo! =]

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