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Transexualidade genética?

27 outubro, 2008

Pesquisadores australianos identificaram uma ligação importante entre genes envolvidos na ação da testosterona e o transexualismo.

A análise do DNA dos transexuais voluntários mostrou que estavam mais propensos a uma versão mais longa do gene do receptor androgênio e a diferença genética pode causar sinais mais fracos à testosterona. Entretanto, outros genes também são susceptíveis de desempenhar o mesmo papel.

“Existe um estigma social como se o transexualismo fosse simplesmente um estilo de vida escolhido, porém nossos achados apóiam uma base biológica para o desenvolvimento da identidade de gênero”. (Professor Vicente Harley, pesquisador)

Um estudo demonstrou que determinadas estruturas cerebrais no transexual masculino são mais “femininas”. Os pesquisadores procuraram ainda potenciais diferenças em três genes conhecidos por estarem envolvidos no desenvolvimento sexual.

“Pensamos que estas diferenças genéticas poderiam reduzir a ação da testosterona no âmbito da ‘masculinização’ do cérebro durante o desenvolvimento fetal”, disse o pesquisador Lauren Hare.

Para Terry Reed, do Gender Identity Research and Education Society, “essa pesquisa reforça estudos anteriores que indicavam que, em algumas pessoas transexuais, pode haver um gatilho genético para o desenvolvimento da identidade sexual. No entanto, pode ser apenas uma das várias rotas e, embora se afigure extremamente provável que um elemento biológico sempre esteja presente na etiologia do transexualismo, é pouco possível que o percurso será o mesmo no desenvolvimento de todos os indivíduos”.

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Fonte: BBC.

2 Comentários leave one →
  1. 28 outubro, 2008 10:27 am

    Interessante. Mas, quais cientistas? Qual o número de indivíduos pesquisados? Qual a margem de erro da análise feita?
    É um pouco perigoso acreditar em chamadas deste tipo, ainda que a fonte seja a BBC. Veja bem, há uns meses atrás eles disseram que “Cientistas Britânicos provaram que o negro é intelectualmente inferior ao branco”, sem citar as fontes concretas e as informações detalhadas da pesquisa. Se não conhecermos cada dado, não é possível validar a pesquisa e nem mesmo dar crédito a ela.

  2. Aranel permalink
    28 outubro, 2008 7:19 pm

    Perfeito, Ana! Comungamos na forma de pensar essa questão. Na realidade, eu e Té debatemos a temática exaustivamente… A fonte pode ser fidedigna, mas certos aspectos ainda são demasiadamente controvertidos e não falo somente em termos de credibilidade.

    A transexualidade vem sendo pesquisada amplamente (a idéia de dar publicidade a pesquisa veiculada na BBC era sobretudo oportunizar também uma reflexão sobre o impacto que o argumento científico produz nos posicionamentos e até que ponto a autoridade da ciência pode/deve/consegue moldar a multiplicidade humana).

    Em breve, retorno a essa questão da transexualidade com uma notícia que me deixou profundamente sensibilizada.

    Como bem disse Terry Reed – citado na matéria da BBC – “essa pesquisa reforça estudos anteriores que indicavam que, em algumas pessoas transexuais, pode haver um gatilho genético para o desenvolvimento da identidade sexual. No entanto, pode ser apenas uma das várias rotas e, embora se afigure extremamente provável que um elemento biológico sempre esteja presente na etiologia do transexualismo, é pouco possível que o percurso será o mesmo no desenvolvimento de todos os indivíduos”.

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