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Protesto!

3 novembro, 2008

Há alguns dias atrás, dois estudantes da USP, Jarbas Rezende Lima e José Eduardo Góes, foram expulsos de uma confraternização estudantil por realizarem uma troca pública de beijos.

No dia 31 de outubro, em resposta e para forçar uma retratação formal às vítimas de preconceito, mais de 300 pessoas se reuniram no mesmo local onde os dois estudantes foram discriminados e promoveram um protesto com direito a beijaço gay. “Uma forma de chamar atenção”, dirão alguns e, mesmo essa simples frase, comporta significados outros; possui em si a potencialidade de ser interpretada para o bem ou para o mal (de quem?).

O fato é que protestar, em situações como essas, é o mínimo que podemos fazer para fornecer o máximo de visibilidade social à questão da homofobia enquanto problema que exige enfrentamento político e legislativo – apenas para começar – e, principalmente, considerando o aumento progressivo dos crimes de ódio.

A diversidade afetiva ainda está longe de ser observada com naturalidade por todos. Foucault propunha – em “A Microfísica do Poder” – que, para sabermos quem somos, deveríamos conhecer o nosso sexo, já que “o sexo sempre foi o núcleo onde se aloja, juntamente com o devir de nossa espécie, nossa “verdade” de sujeito humano”.

Mesmo estando distante de vivenciarmos a sexualidade e a afetividade livres de pensadores homofóbicos, é preciso que conquistemos, ao menos, uma vida ausente da ações homofóbicas. E, se o apoio social não é algo que se impõe, mas se conquista (fato); o respeito, por outro lado, é pressuposto lógico de uma democracia que se assenta na liberdade regrada não apenas como idéia, e sim como expressão concreta da realidade.

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  1. Té Pazzarotto permalink*
    4 novembro, 2008 5:37 pm

    O fato é que protestar, em situações como essas, é o mínimo que podemos fazer para fornecer o máximo de visibilidade social à questão da homofobia enquanto problema que exige enfrentamento político e legislativo – apenas para começar – e, principalmente, considerando o aumento progressivo dos crimes de ódio.

    Realmente, é o mínimo que podemos fazer, Nel!
    Essa notícia está longe de ser uma das piores que já vimos. Quem sabe mantendo a ‘luta’ um dia não tenhamos mais notícias desse tipo.

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