Skip to content

All you need is love

5 fevereiro, 2009

all-u-need-is-love

Algumas noites atrás, conversando com uma colega, veio ao meu encontro uma realidade há tempos abandonada.

Na busca por respeito, equidade; no imperativo que o tempo nos impõe, o mesmo que nos obriga, cedo ou tarde, a assumir quem somos, (com certas máscaras ou não), a tomar com firmeza (às vezes nem tanto, ou de jeito nenhum) as rédeas de nossa vida, de nossas escolhas e decisões. As vezes, nessa mesma busca, esquecemo-nos de que nem sempre as coisas são fáceis.

Em minha forma de ver a vida, exteriorizada tantas vezes nos textos desse blog, sempre falei da necessidade em ser sincero consigo, que não se deveria viver uma mentira, muitas vezes, mantendo em segredo a própria sexualidade.

Não, essa minha opinião não mudou.

Quando falam que ser homossexual é difícil, esquecem-se de falar que não é complicado por ser errado ou feio, é complicado porque “as pessoas” enxergam o feio onde há apenas amor.

As pessoas é que erram.

O preconceito tem a ver com a falta de caráter do outro, de respeito, quiçá, poderei dizer, também, que é falta de moral, de ética.
O preconceito não está ligado ao fato em si, mas com a construção equivocada e a manutenção desnecessária de certos costumes. Sendo um pouco positivista, apegar-se a algumas culturas é conservar uma espécie de anti-progresso.

Voltando a primeira frase…

A realidade que lembrei é a de pais que espancam os próprios filhos. Que os ignoram, expulsam de casa: “desamam”!
Ser gay, lésbica, outro, não justifica tal atitude, não a explica!

Diante de algo que considero absurdo, repensei opiniões pra que elas se tornassem mais flexíveis de acordo com as condições.
Da mesma maneira que viver se escondendo ou fugindo duma parte de você não é correto consigo mesmo, expor-se à-toa também não o é.

É melhor curvar-se do que se quebrar.

Por isso, vocês, meninas, meninos, cuidem de si mesmos…

_____

Leiam:

Acorda!

Homofobia, essa desconhecida

Sex.d.ualidade

Sex.d.ualidade II

Mamãe, sou lésbica!

10 Comentários leave one →
  1. Aranel permalink
    5 fevereiro, 2009 8:07 pm

    Sim.
    Na maioria das vezes, as coisas não serão realmente fáceis. Da “descoberta” até o “evidenciar-se”, há uma caminhada pessoal e intransferível que requer, antes de mais nada, prudência com o próprio tempo; prudência também com o tempo dos outros. Essa é um reflexão extremamente apropriada, portanto!
    Beijos.

    PS.: Imagem linda, Té. ^^

  2. 5 fevereiro, 2009 8:30 pm

    “Em minha forma de ver a vida, exteriorizada tantas vezes nos textos desse blog, sempre falei da necessidade em ser sincero consigo, que não se deveria viver uma mentira, muitas vezes, mantendo em segredo a própria sexualidade.”

    Té, concordo contigo, afinal, a prisão mais cruel é aquela que o ser humano constrói para si mesmo e nela se compraz. E viver em uma “mentira” é com toda certeza uma grande prisão…

    E sobre o preconceito… eu vejo mais como uma forma de ignorância… eu sempre falo da tal da empatia (minha palavra preferida rs)..mas é bem isso mesmo… o preconceito vem da falta de empatia entre os homens! A empatia permite o exercício das diferenças… 😉 pelo menos é assim que eu penso!

  3. 5 fevereiro, 2009 8:33 pm

    ah, esqueci de perguntar…
    na imagem…
    o coração…é um pirulito ou é um coração de cartolina? rs

  4. Té Pazzarotto permalink*
    5 fevereiro, 2009 8:37 pm

    pirulito xD~

  5. beth permalink
    5 fevereiro, 2009 11:33 pm

    Verdade. Primeiro admitir e se assumir, sem necessáriamente levantar bandeiras, porque a gente sabe que o preconceito existe e não é nada fácil enfrentar isso no cotidiano. As pessoas pensam errado sim…e classificam pessoas como coisas que se moldam como manda o figurino, sem um pingo de flexibilidade. Mente aberta não é privilégio de qualquer um infelizmente…concordo que tudo depende da formação da pessoa, do caráter.

  6. Isabella permalink
    6 fevereiro, 2009 9:32 pm

    “Quando falam que ser homossexual é difícil, esquecem-se de falar que não é complicado por ser errado ou feio, é complicado porque “as pessoas” enxergam o feio onde há apenas amor”

    Quando toda uma sociedade para e pensar exatamente neste ponto,encontraremos a igualdade acima das diferenças,e poderemos ser quem realmente somos sem fingir ou ocultar sentimentos,atitudes.

    Té parabéns pelos ótimos textos =]!
    abraços

  7. Cláudia permalink
    7 fevereiro, 2009 9:02 pm

    Não precisamos nos expor, apenas aceitar quem realmente somos, quem gostamos de ser.
    Quanto ao preconceito, o que faz da nossa forma de amar uma coisa feia? Existe por acaso um “amor feio”? Qual a razão de pensarem assim? Gente inorante, burra! ¬¬’

    Beijos, Té!!! =D

  8. Hérika permalink
    12 fevereiro, 2009 9:10 pm

    Levantar bandeiras …Esse é mais do que um ato de exposição, é uma forma de posicionamento diante do mundo, das outras pessoas,e para isso é preciso sim, uma total e livre consciência de si mesmo, de cada desejo, de cada possibilidade, de cada direito, assim e só assim podemos segurar nossos ideais lá em cima, na nossa bandeira muitas vezes imaginária.Mas existente.

Trackbacks

  1. Visibilidade lésbica « Na Ponta dos Dedos
  2. Dia contra a Homofobia! « Na Ponta dos Dedos

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: