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Ano Zero

1 fevereiro, 2010

Todo mundo me chama de Té, tenho 25 anos e estou no ano zero da minha vida. O Zero é tido como marco, como um início independente de ser primeiro. É assim que sinto o que virá a partir de agora. Tudo fará parte de mim como se vivesse uma outra vida a partir de agora. Não tive uma experiência de quase morte, mas posso dizer que nasci de novo.

Janeiro já acabou e posso dizer que só por esse mês ter existido, este já é o ano mais importante da minha vida. Estou como diria Hélio Pellegrino, no meio-dia da minha vida me percebo em plena treva, pobre e nu. Mas, apesar da sensação e sonoridade negativas que “treva”, “pobre” e “nu” possam ter, hoje entendo “de fato” porque ele disse que era feliz quem nesta condição se apercebesse.

Entre os acontecimentos atropelados de janeiro, os sentimentos se acalmando aos poucos e a construção de um ‘novo eu’, que  não é diferente em essência, mas tem uma nova postura nas ações.

Não sei se mais alguém foi impulsionado por notícias ‘bombásticas’ no começo do ano, daquelas que fazem sua vida girar 180º, mas mesmo que não tenham tido, sempre é hora de repensar tudo, mesmo que isso nos amedronte um pouco.

Tudo pode mudar, “não há fatos eternos, como não há verdades absolutas”*.

_

*Nietzsche

4 Comentários leave one →
  1. 1 fevereiro, 2010 9:25 pm

    “Apenas dando o ar da graça” =)

  2. Ana Carolina permalink
    1 fevereiro, 2010 10:14 pm

    Té, por acaso ou não, esta não é a primeira vez que um post seu me faz lembrar de conceitos chaves da Arendt…

    Em relação ao conceito de natalidade, Arendt que diz que “o homem é em si um novo começo”. Arendt tem uma confiança imensa na nossa capacidade de compreender, de perdoar, de agir e de realizar novos começos. Acho isso fantástico. E como ela mesmo diz… homens que não pensam (e consequentemente também que não recomeçam, afinal, pensar e agir para Arendt estão interligados) são como homens sonâmbulos. – “Uma vida sem pensamento é totalmente possível, mas ela fracassa em
    fazer desabrochar a sua própria essência – ela não é apenas sem sentido;
    ela não é totalmente viva. Homens que não pensam são como
    sonâmbulos.” (Hannah Arendt).

    Té, eu sei e você também sabe que este novo “começo” em sua vida, esse “marco zero” é fundamental… e mudar… “faz parte da sua essência”, você sabe também disso. Que tais mudanças sejam bem vindas!

    Que dê tudo certo, sei que dará!

    Te adoro!

    Beijos.

  3. 1 fevereiro, 2010 10:36 pm

    Verdade, tudo sempre pode mudar!
    Beijos.

  4. Cláudia permalink
    4 fevereiro, 2010 9:04 pm

    Que seja um ano de boas mudanças para todas nós! \o/

    Beijão, Té!!!!!! =D

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