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Depois da “tempestade”, o arco-íris!

3 maio, 2010

Em resposta a esse acontecimento (Circo dos Horrores), leia o manifesto abaixo:

“BEIJOS PARA DESPARASITAR A FARMÁCIA USPIANA – O pasquim “O Parasita”, editado pelos estudantes de Farmácia da USP publicou em sua última edição uma promoção polêmica. O texto explicitamente homofóbico, com pretensões satíricas convidava os alunos a jogar fezes em alunos gays que freqüentam o campus. Os editores prometiam em troca “convites” gratuitos para a Festa Brega.

Em um Estado democrático é intolerável que tal comportamento declaradamente homofóbico – e mais ainda -, violento e ameaçador, seja tolerado e encontre eco.

A sociedade não pode ficar refém daqueles que abusam de seu direito à liberdade de expressão ou mesmo de imprensa para atacar covardemente – lembrem-se que o texto foi escrito de forma anônima – uma parcela da população brasileira, seja ela qual for.

Vale lembrar que a Constituição Federal veda o anonimato, assim com0 a lei condena a homofobia e, acima de tudo, defende a dignidade humana e os direitos humanos. A sociedade deve repudiar tais atitudes: a homofobia, a violência e a ameaça. Um ambiente acadêmico e de alto nível como a USP não pode ser palco para demonstrações preconceituosas e para a perpetuação de lugares-comum e estereótipos preconceituosos e discrepantes ao ambiente e à humanidade.

O respeito e a convivência com semelhanças e diferenças é um princípio básico para a coexistência humana e, o ambiente acadêmico deve ser marcado com este respeito e este convívio para que seja perpetuado e reproduzido.

Longe de aceitar que o assunto seja tratado como mera brincadeira inconsequente ou como algo corriqueiro, a sociedade, e a comunidade uspiana, devem agir de forma decidida, firme e direta, contra este tipo de demonstração incompatível com a vida em sociedade.

Um beijo, contração e distensão muscular, encontro de corpos que só se dá na liberdade. Na farmacopéia da terapêutica da existência, não há receita melhor para combater o parasitismo que gera a discriminação e a homofobia que o exercício democrático da liberdade. Liberdade, que para a jazzista Nina Simone, é não precisar sentir medo do outro. Beijar é, politicamente, o ato mais simples que o desejo pode construir. Ainda mais, se ele unir a liberdade à terapêutica anti-parasitária e à uma profilaxia do existir. Sem frustrações, sem dor, sem medo. Beijar é um ato político, ao mesmo tempo simples e radical. Uma forma de alargar o espaço da liberdade e da democracia.

Nada que os parasitados Parasitas, homofóbicos (com ênfase no fóbicos, pois que o medo que eles cultivam é o pai da violência que os domina), suportem. Ver um beijo livre é a dor suprema para quem teve os lábios selados pelo parasitismo da frustração.

Por isso, e para enfraquecer essa força coercitiva que se insinua como predominante no curso de Farmácia da USP, é que convocamos todas as pessoas livres (ou seja, quem quiser e puder participar), para um beijaço (Kiss IN), no dia 20 de maio, às 18:30 horas, em frente ao prédio da Farmácia/USP[1].

‘Tire o seu parasitismo da frente, que eu quero passar com o meu amor.’

Todos aqueles que se sentirão ofendidos pelo texto de ódio, brasileiros ou não, homossexuais ou não, estão convidados para participar desse ato independente de sua orientação sexual.”

Veja a matéria completa no G1: Na internet, alunos convocam ‘beijaço’ na USP contra homofobia em jornal

9 Comentários leave one →
  1. 3 maio, 2010 2:59 pm

    Se morasse em SP iria com certeza!

    • 3 maio, 2010 3:06 pm

      Somos duas, então!

      • 3 maio, 2010 3:26 pm

        Também iria. Casos assim devem ser tratados como esse está sendo. Repercussão na mídia faz com que casos assim sejam realmente tratados como homofobia, como crime de incitação à violência.

  2. 3 maio, 2010 5:59 pm

    Eu estudo e trabalho na USP.
    Vou lá… será q é fácil arrumar alguém prá eu beijar? rs

    • 3 maio, 2010 9:06 pm

      Pelo meu conhecimento de Sampa, difícil vai ser sair sem beijo… rs
      Nessas boas horas a gente nunca está por perto… rs

  3. 3 maio, 2010 8:32 pm

    Sou mais uma que morasse em SP taria lá e levava junto minha galera…Homofobia é crime e temos que lutar contra a mesma.

  4. 4 maio, 2010 12:31 am

    Cada dia fico mais convencida que voltamos a Idade da Pedra Lascada.
    Preconceito de qualquer espécie em pleno século XXI não rola.
    Adoraria estar nesse beijaço,mas moro em outro canto.
    Deixo a sugestão também aos paulistas de prostetarem pela preconceito e intolerância dos meninos dos Santos.
    Apesar de seram o time mais bonito de ver jogar,fora dele é uma vergonha enome pelas atitudes como essa http://migre.me/BwiX

    • 4 maio, 2010 1:20 am

      Eu soube disso quando eles foram ao SPORTV. Mas isso – essa atitude – não é divulgada pois o que “interessa”, no caso desses jogadores, é apenas o “futebol”.O único jogador que a vida particular interessa é o “coitado” do Richarlyson, porque “futebol é coisa de homem macho” ¬¬

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