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“O canto do cisne negro”

4 novembro, 2010

Um mundo em branco e preto.
De tons estourados e de sombras,
Com feixes de luz matinal que iluminam e fazem transcender
Cada grão de areia 
E piso como se sobre nada caminhasse….
São dois mares a minha frente, uma imensidão que brilha com ritmo próprio.

O vento sopra e faz ecoar o vazio, 
O silêncio de um ponto ermo…
Rasga os meu ouvidos, zumbindo, penetrando, atravessando, passando…

O cheiro, 
O cheiro é o da liberdade absoluta, 
É salgado e tempera minha alma…
Sinto o frescor da água tocar meus pés.
O oceano me convida para entrar, em um abraço de boas vindas 
A onda quebra em meu corpo, ressona e me purifica…

O sorriso aparece sem motivo,
Parece tolo e sai em gargalhadas,
Confundo o meu sal ao sal do mar,
Em uma mistura de emoções de “vida” e de “morte”.

A sucessão de ondas não me sufoca, pelo contrário,
Ela me faz respirar de verdade,
Eu aproveito o fôlego que me é dado entre aquele espumante movimento…

Entrego-me a natureza que me entrega a mim mesma…

4 Comentários leave one →
  1. 5 novembro, 2010 12:39 am

    achei tão lindo isso que vc escreveu, tão sensível
    bjs

  2. 5 novembro, 2010 2:58 pm

    Villa-Lobos. Adoro!
    E combinou muito bem com o texto (lindo) que você escreveu.

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