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Ela não está tão a fim de você?!

24 maio, 2011

Não é estranho para a maioria de nós que existam dúvidas num relacionamento, seja antes, durante ou depois dele. Como costumo dizer: só sabemos da gente, e olhe lá…

Neste curto post (suponho que será curto, já que são 4:40am e eu não ando nada inspirada), quero falar especificamente das “dúvidas do antes”. Daquela insegurança teimosa que martela nossa cabeça dia e noite, noite e dia. E antes que alguém pergunte, esse texto é fruto de algumas conversas acerca do “amor”… Ou da ausência dele, e foi inspirado numa história real a qual passo a tentar desemaranhar abaixo, tecendo algumas observações, espero eu, pontuais.

obs: o texto não é nada esclarecedor, e mais parece uma digressão. Essa é uma boa hora para parar de lê-lo, assim você não vai querer me xingar ao final. Mas caso não tenha nada melhor pra fazer, continue. Quem sabe vocês ajudam Alec!

Alec, que sempre teve uma vida amorosa complicada: namorou pouco, teve poucas experiências com mulheres e é capaz de ter tido mais intimidade numa noite com um homem do que com uma namorada num curto espaço de 1 mês, ou 1 semana… Para que não haja dúvidas, pelo menos nesse caso, Alec é bissexual e tem idade suficiente para ver filme pornô há 8 anos!

Ela poderia ser enquadrada no círculo de pessoas que gostam de pessoas que não gostam delas. O típico amor NÃO correspondido (quem nunca passou por isso, que atire a primeira pedra; mas qualquer coisa, avise antes para eu me proteger!), também conhecido popularmente como “amor platônico”. Tadinho do Platão, se fodeu nessa!

O problema de Alec é que isso, esse tipo de amor, é praticamente o “único” tipo de amor que rodeia a vida dela. O que é de se admirar, uma vez que Alec é inteligente, bonita, agradável, gosta de conversar e ver filmes, ouvir boa música, jantar em lugares aprazíveis e, para completar,  ela mora numa cidade LOTADA de lésbicas, bis e afins: São Paulo. Pergunto-me como alguém, que está à procura, consegue sair à noite em SP e ficar no 0 X 0. Desculpem, eu não entendo!

A sintética explanação acima foi apenas para que “vocês” conhecessem um pouco minha querida amiga. E eu desejo, sinceramente, que ela não vete nada dos meus escritos, já que eles a expõem um pouquinho – riso nervoso (para minha felicidade foi tudo aprovado! o/).

Antes que eu me perca, deixem-me retomar.

Como disse anteriormente, amores platônicos preenchem a vida de Alec de tempos em tempos e, no momento, é tempo disso. Passemos a contar a história atual…

Alec estava serelepe, vivendo sua vida dia após dia. Foi então que, de repente, não mais que de repente, a fada madrinha (facebook + fotos + makeup + photoshop) lhe fez uma visita on-line:

Alec – Nossa! Como ela é linda! – note o poder das “redes sociais”…

Tendo seu pobre coraçãozinho feito “turu turu turu aqui dentro”, Alec esbarrou num problema: além de provavelmente não ser correspondida, ela sequer sabia se a menina em questão era lésbica ou bi. Complicação generalizada, chamem a porra da ambulância!

Vale a ressalva de que para mim, assim como para outras amigas de Alec, a dita cuja gosta da coisa!

Entre nervosismos, ensaios, conjecturas,  ilusões e muitas, MUITAS dúvidas do antes, Alec decidiu se declarar. E, declarou-se! O que agora angustia a pequena moça é se o sentimento que a habita será retribuído mutuamente, ou se morrerá amínguo.

As dúvidas, muitas vezes, não precisam nem ser razoáveis para estarem presentes em nossa cabeça, mas como é necessário manter o mínimo de sanidade, recomenda-se que se busque um pouco de sentido. Não se deixar levar pelas inseguranças, pelo medo de um não, tem igual importância!

O que se passa é que, depois da fatídica declaração, houve uma inesperada aproximação entre Alec e sua amada. Digo inesperada, porque esse acontecimento partiu de uma iniciativa da outra e não de Alec. Vocês devem concordar comigo que, quando não se está interessada na pessoa, e, principalmente, quando você se diz atraída por um “sexo” ao qual a tal pessoa não pertence (tipo um cara a fim de mim = não!), a atitude mais comum é:

Amada – Ai Alec, desculpa mas não rola. Meu negócio é homem, mas podemos ser amigas… – e, depois de dito isso, tomar um certo chá de sumiço!

Creio que não estou equivocada ao pensar dessa forma. Para testar, respondam as seguintes perguntas:

Ligar pode ser sinal de:
_________________________
Convidar para sair pode ser sinal de:
_________________________
Querer insistentemente e disfarçadamente saber o signo pode ser sinal de:
_________________________
Ficar encostando sua pele na da outra pessoa repetidas vezes pode ser:
_________________________
Elogiar muito é sinal de:
_________________________  (não vale dizer inveja!)
A Amada tirar todo o esmalte durante uma peça teatral é:
_________________________
A Amada se oferecer para ir à casa dela:
_________________________
A Amada passar a mão no cabelo dela:
_________________________

No final das contas, a Amada parece negar o que sente, fingir o que não sente e multiplicar as incertezas da pobre Alec. Essa repressão com os próprios sentimentos é tão antiquada e velha… Por isso termino assim:

Em árabe porque combina com o assunto…
إذا كان الناس أقل جديدة للاستيلاء على مشاعرهم الحقيقية، فإن معظم الناس تكون سعيدة!

Em catalão para ser romântica:
Si les persones eren menys fresca a assumir les seves veritables sentiments, la majoria de la gent seria feliç!

Em grego porque ninguém realmente entende o amor:
αν οι άνθρωποι ήταν λιγότερο νωπά να αναλάβουν πραγματικά τα συναισθήματά τους, οι περισσότεροι άνθρωποι θα είναι ευτυχείς!

Em hebraico porque o amor é atemporal:
אם אנשים היו טריים פחות לקחת על הרגשות האמיתיים שלהם, רוב האנשים היו שמחים!

E em português, porque de complicado já basta o amor, e é preciso fazer-se entender:
Se as pessoas fossem menos frescas para assumirem seus reais sentimentos, mais pessoas seriam felizes!

ps: não confio no Google tradutor, mas o que vale é a intenção “poética”…

19 Comentários leave one →
  1. 24 maio, 2011 11:53 pm

    Como eu ri!
    Acho que essa Amada aí tá doida pra ser amada e que a sua amiga tá dormindo no ponto!

  2. Vani permalink
    25 maio, 2011 12:33 am

    Vamos responder as perguntas:
    – Ligar: se for vaaaarias vezes ao dia por motivos aleatórios eh ctz q tah na sua.
    – Convidar pra sair: quer sua cia… bom sinal… xance de mostrar quão legal vc pode ser.
    – Signo: hahahaha quer saber se combina… Mesmo q não sempre dá pra reverter…😉
    – Toque: ótimo sinal!!
    – Elogios: Preciso mesmo responder?
    – Tirar o esmalte: se fosse lixar a unha era ir pro crime COM CERTEZA!
    – Casa: Gente… Oportunidade de ouro!!
    – Passar a mão no cabelo: BINGO!

    Olha, os sinais indicam q a Amada tah na dela mas tah de frescura… (pseudo)Heteros… Dá um tempo pra moça entrar em conflito interno mas não some!!! Mas tb não deixa de fazer suas coisas… Quer provocar? Conta q ficou com alguém… Mas fala q a cia dela faz falta… Mulher se ganha com atenção, carinho e uma dose de cafajestagem… Se não der certo, liga pra mim…😉

    • 25 maio, 2011 12:38 am

      Pois é, concordamos praticamente em tudo, principalmente na dose de cafajestagem!!! kkkkkkkkkk

    • Fanny permalink
      1 julho, 2015 5:37 pm

      Me de o numero que LIGO agr ….

  3. Tatata permalink
    25 maio, 2011 1:30 am

    Muito bom!
    Tô numa situacão parecida aí, mas meu caso tá bem mais complicado que o da Alec (apesar dela achar o contrário…enfim…acho que a Alec tá dormindo no ponto também, mas por outro lado é bom não assustar a guria que tá se aproximando…

    • 25 maio, 2011 1:35 am

      Marquemos um dia pra todo mundo falar dessas pendências amorosas! Outro dia uma amiga de Alec conversou conosco… Foi ótimo.
      Skype tá aí pra essas coisas!

      • Alec permalink
        25 maio, 2011 1:48 am

        Eu também acho… Skype aproximando pessoas, hahaha.
        Gente, obrigada pelos comentários. Estou acompanhando o movimento aqui.
        Como a Tatata disse, agora o medo é espantar a guria que finalmente resolveu baixar a guarda.

      • Tatata permalink
        25 maio, 2011 1:49 am

        Terapia em grupo sobre amores platônicos…pode ser bom, já que falar sobre essas mulheres é o que tem pra hoje…hahaha

      • 25 maio, 2011 2:20 am

        como Alec é o denominador comum, marquemos! rs

      • Vani permalink
        25 maio, 2011 11:18 pm

        Super quero participar desta consultoria amorosa aê!! \o/

  4. kamila J. permalink
    27 maio, 2011 3:55 pm

    Licença pra levantar e bater palmas de pé pra você ,com essa frase :
    “Se as pessoas fossem menos frescas para assumirem seus reais sentimentos, mais pessoas seriam felizes!”
    Estou passando por situação parecida com a de Alec.
    onselho,experiência própria :
    dá um beijinho na moça ,assim devagarzinho ,com jeitinho … ela vai cair na sua.Pelo jeito
    ela tá do tipo :quero mas não sei.Dá um passo a frente ,moça.Vê o que acontece.

    • 27 maio, 2011 4:13 pm

      Obrigada! rs
      Já falei isso pra ela… Mas ela não me ouve!!! rs
      Querendo participar da “terapia em grupo”, sinta-se a vontade! rs

  5. Alec permalink
    27 maio, 2011 5:31 pm

    Ahhh, Té! Eu te escuto sim!! Problema é que sou medrosa, hauahaha.
    Mas é, meninas. Estava pensando em dar beijo mesmo, vamos ver. Tenho que ensaiar mentalmente, rs.

    • Cleo permalink
      27 maio, 2011 11:47 pm

      Também sou pela atitude. Antes tentar e não dar certo do que se arrepender pelo não feito. E, cá entre nós, ela quer sim… Tá mais do que evidente. E, vamos nós nas Tekilas, independentemente do resultado.

      • 28 maio, 2011 12:22 am

        Pelo visto, vou acabar indo pra sp ou pra comemorar, ou pra ajudar a afogar as mágoas!

  6. Alec permalink
    29 maio, 2011 12:27 am

    Eeee, venha mesmo! Que seja pra comemorar! hahaha

  7. Alec permalink
    2 junho, 2011 1:56 pm

    Acho que essa comemoração não vai sair…
    Agora a menina resolveu se afastar de novo, do nada. Story of my life. =\

  8. Tharsis permalink
    26 agosto, 2011 4:30 pm

    Alec, essas meninas que do nada se afastam, estam sempre por perto de mim ;~ kkkkk

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