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12.06 E se…?!

12 junho, 2013

e-se-os-nossos-caminhos-forem-diferentes-promete

Estava ali no meu típico banho da madrugada e, como de costume, pensei, pensei e pensei. Provavelmente tudo o que se seguirá soará extremamente clichê, demasiado conhecido, batido, blá blá blá e coisas do gênero.

Muitas coisas têm se passado pela minha cabeça. As várias relações que estabelecemos interna e externamente, com uns poucos e com vários outros; tantos (!), que muitos nos são desconhecidos. Talvez sejam principalmente desconhecidos.

A aparente verdade é que, cada vez mais, estamos perdendo até as nossas possibilidades dentro dos possíveis infinitos. São tantas receitas do que se ter, do que ser, de como agir, do que importa, do que não importa, de obrigações, “direitos” e mais deveres, de preocupações com o que não existe (o futuro)…

Nos atolamos nessas configurações racionais, mas desejamos intimidade e afeto; desejamos ser afetados, mas somos indiferentes?! É como se estivéssemos no encontro, entre um caudaloso rio e um mar agitado. Duas forças incontroláveis e pouco planejáveis: empurrando, puxando, misturando, unindo-se, sobrepujando-se, disputando, compartilhando, tudo ao mesmo tempo e cada um a sua vez, ao sabor dos ventos, ao espalhar das terras e areias. Estamos e somos tudo isso, no meio e em lugar nenhum…

O fato é que todos temos muita fé no amanhã. É isso que nos rege. Por mais que tenhamos os ditados ou os conselhos de que o tempo não é eterno, de que não se sabe do próximo dia, quem realmente age dessa maneira? No fundo, talvez nem seja por falta de desejo… Pode ser prudência, pode ser uma falta de “coragem” de pagar pra ver: se o amanhã viver e eu vier, arcarei com as consequências de hoje?!

O que eu realmente faria se eu só tivesse o agora…? Certamente telefonaria para alguns, diria coisas não ditas sobre sentimentos repletos de beleza e profundidade; falaria sobre os laços que, crendo em algo além, nem parecem dessa vida. Desejaria ter “todos” perto e ser capaz de transmitir-lhes “tudo”.

O que fica de angústia é só a pergunta: por que apenas algo tão drástico é capaz de nos adoçar o coração e nos fazer ver a mesma situação com outros olhos?

Se o não virasse sim, se no lugar da direita tivesse seguindo em frente, se não antecipasse o fim ele existiria?; e se fosse, e se desse, e se quisesse, e se significasse, e se não tivesse, e se tivesse, e se acontecesse… É muito “se”, né?! Mas, E SE?!

ps: escrito em alguma madrugada perdida aí…

2 Comentários leave one →
  1. Lana Porter permalink
    5 agosto, 2013 1:14 am

    Téh, parabéns! Amei a frase: O que fica de angústia é só a pergunta: por que apenas algo tão drástico é capaz de nos adoçar o coração e nos fazer ver a mesma situação com outros olhos?

    Já disse né? Queremos você aqui de volta..precisamos te ler.

    Obrigada!

    Abraços

    Lana Porter

    • 6 agosto, 2013 1:41 am

      rs Valeu! Mas a vida anda corrida, MUITO corrida! =)
      Vou tentar voltar aos poucos! Sempre tento =/

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