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Déficit vs. Superávit

24 agosto, 2013

balanca-emocional

Não! Esse não é um texto sobre a balança comercial. Mas não deixa de ser sobre um tipo de balança… Aquela que pesa os investimentos feitos durante qualquer relacionamento.

Relembrando e repensando certos fatos, simplesmente constatei que não conheço/ou conheci nenhum relacionamento com uma balança equilibrada!

Você “encontra” alguém – acho que sempre inicia assim. No começo, em alguns casos, os investimentos são até bem distribuídos. O tempo passa, e, quando menos se espera, é você que tem aberto mão de alguns afazeres, que tem reorganizado sua agenda para vê-la; é você quem viaja, que a procura, que manda o primeiro sms do dia, que liga, que visita, que dorme na casa dela, que muda de cidade, que pede perdão, que dá o primeiro abraço depois da briga… É você que, mesmo não tendo cometido nenhuma falha, vai passar a noite em claro desejando o oposto do que estiver acontecendo. É você que: mesmo sem ter errado, mesmo tendo “corrido atrás” todas as vezes (ou a grande maioria delas), vai perder o sono se achando em déficit, quando o seu problema, meu bem, é a porra do superávit!

Tá fazendo demais, sabe? E o que complica é que se você for assim como eu, “uma pessoa comum, filha de Deus, remando contra a maré”, vish! Remota chance de mudança sem prejuízo do que se sente. O engraçado é que acho que o lado beneficiado por pessoas como “nós” (as jardineiras) também deve ter um certo incomodo (mas como me falta um conhecimento empírico, deixo aqui a oportunidade para que algumas de vocês me escrevam contando essa “experiência” rs).

“Não quero luxo, nem lixo”, é difícil entender isso? Ainda me pergunto como esclarecer certos pontos sem ouvir a réplica comum do “você está me cobrando” (e nem é! Está mais para um “aviso prévio”).

Não sei como é com o resto do mundo, mas, no meu caso, eu vou atrás porque detesto joguinhos. Porque se eu quero ficar com alguém, eu vou estar ou tentar estar com este alguém. Sem “mas”! Não tenho tempo a perder com orgulho que não se justifique, que não leve a outro lugar senão a solidão.

Ser (seja) ativa e pró-ativa (e eu NÃO estou falando de sexo!). Prestar atenção nos caralhos dos detalhes micros/macros detalhes, nas “deixas”. O que é que custa observar melhor? O que é custa ver, de fato, a outra?

Deixa eu te contar um segredo: não dói, não machuca, não vai te fazer mal retribuir as demonstrações de afeto dum coração aberto que mais parece um campo sob uma nuvem carregada. Se chover, irá florir; se o vento levar, seco ficará; se um raio despencar…

O complicado mesmo é quando a gente vai ficando descarregada. Quando já se deu tanto e o fruto não apareceu. Quando você ou esperava por algum gesto, ou desejava as palavras! E encontramos nessa frase, um outro problema: a espera, a expectativa… Se puder/conseguir, delete ela do seu vocabulário sentimental!

Talvez o ideal fosse pegar toda a sua capacidade de ser “boba”, “idiota”, “otária”, “babaca”, “ingênua”, “carinhosa”, “apaixonada” etc. e trancar na caixa de Pandora. Afinal, de que adiantará um dia isso ser “valorizado” se não houver uma reciprocidade mínima?!

Faça mais! Porque quem hoje faz mais, amanhã, não apenas poderá fazer menos, como poderá não fazer mais nada…

imagem: google

11 Comentários leave one →
  1. 24 agosto, 2013 12:06 am

    Ai que eu me vi agora! Té, eu só me fodo ):

  2. 24 agosto, 2013 12:06 am

    Esqueci de dizer: tão bom ‘te ler’ novamente!

  3. Elaine permalink
    24 agosto, 2013 1:42 am

    Impossível não se identificar ao menos com “quase tudo” no seu texto (desabafo?). rs
    Não nos deixe tanto tempo sem suas linhas beMditas.

    • 24 agosto, 2013 7:19 pm

      Valeu Elaine!
      Como disse pra Lu, eu tento não ficar longe daqui =)

  4. Lana Porter permalink
    24 agosto, 2013 1:52 am

    Té, incrível. Peloamordedeus simplesmente demais! Aí, aí, aí que bom te ter novamente por aqui. Apareça sempre, puxe uma cadeira, enquanto conversamos vou registrando cada momento. Obrigada por existir em nossas vidas!

    Beijos

  5. Fêr permalink
    24 agosto, 2013 1:20 pm

    Eu ia amar ter alguém assim!!! Mas parece que as pessoas só querem receber hoje em dia ai fica dificil se sentir só enquanto se namora ou algo assim. O negócio é lutar pra não fazer besteira quando achamos alguem assim, mas as vezes o coração é burro e nos deixamos levar ai enfim já falei muito!

    Qualquer coisa, casa comigo! Brincadeira, tá? Te respeito muito e acho fantástica a forma como tu escreve! Obrigada por ter voltado

    • 24 agosto, 2013 7:25 pm

      Besteira todo mundo faz, cedo ou tarde!
      Sinta-se a vontade para “falar” muito…rs

      Não precisa “agradecer” nada, eu que fico feliz pelo carinho de vocês =)

  6. beh permalink
    24 agosto, 2013 10:46 pm

    Eita, que bela surpresa te ler dona Té! E que textão!!! Mesmo sendo um lamento, um belo de um desabafo, neh? Nem tanto incomum essa situação, uma parte sempre dá mais que a outra, sempre ama mais, sempre demonstra mais, etc. Talvez a personalidade influencie tb o comportamento. Existem pessoas ¨desligadas¨ e nem percebem em torno da real situação…cabe a nós as mais ¨conscientes¨acordar e despertar a percepção da outra, infelizmente. Se a outra não entender…resta a decepção, mas melhor ficar do lado da gente mesma e permanecer inteira pelo menos. Isso faz parte do crescimento de uma relação, quem souber aproveitar para evoluir, viva!

    • 24 agosto, 2013 11:24 pm

      Oi Beh! Quanto tempo… Culpa minha, eu sei!
      Sabia que nem foi uma lamentação? Foi mais uma observação do passado e dos outros. Uma pena essa diferença que existe dentro dos relacionamentos, né?

      Beijão!

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