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A rede não está para peixe: namoros virtuais

14 setembro, 2013

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Um professor doutor de que gosto bastante, Richard Miskolci, escreveu em um artigo* que atualmente a internet é passagem quase obrigatória para sujeitos que nutrem desejos homoeróticos. Justamente por concordar com essa colocação é que suponho não ser novidade nenhuma, para a grande maioria, ter amizades e/ou relacionamentos amorosos e sexuais que nasceram por meio da internet.

Com tantas redes sociais no mundo virtual, esse “conhecer” gente nova não se restringe em nada as boas e velhas salas de bate-papo. Você pode conhecer alguém pelo twitter, pelo facebook, pelo instagram, pelo ASK.fm, em redes sociais específicas para lésbicas, gays e afins, por aplicativos de celular como gaydar, grindr, brenda. Olha, você só não conhece alguém se não quiser!

Com tanta facilidade e possibilidades para o anonimato, é chegado o momento de por a porra da mão em outro lugar! Calma!!! Não estou pensando que você já marcou um encontro e vai pros finalmente não! Pare um pouco, e pense mais.

Sei que pode parecer super chato tocar nesse assunto, que lembra sua mãe enchendo o saco, que você SABE se cuidar, que já é “grandinha”… Mas colega, não tem idade, nem época, nem esperteza máxima que evite/afaste para SEMPRE qualquer possibilidade de enganação. Todas, repito, TODAS nós estamos sim sujeitas as mentiras que de virtuais não tem nada! Obviamente que NÃO estou dizendo que alguém que se conhece primeiro pessoalmente será o símbolo da verdade e do caráter! NÃO!

Pulando alguns blá blá blá’s, vamos direto ao assunto.

Constatação número 1: pessoas mentem! Algumas mentem compulsivamente, isso, inclusive, é considerado doença, certo?!

Constatação número 2: não se deixe levar tão rapidamente pelo desejo, NEM PELO SEXO! Sossegue sua periquita e sua boquinha nervosa por uns instantes, isso não vai fazer você morrer seca! E se sua mão coçar, toque um violão ou… (rs rs rs ;p)

Constatação número 3: para as meninas que se apaixonam como o açúcar se dissolve na água, aprendam a – no mínimo – controlar seus impulsos. Todos eles! Freios são importantes em pessoas e não só em carros, motos etc.

Constatação número 4: confiar desconfiando é sempre plausível! Peça (e se for preciso exija!) informações: o que faz da vida, formas de entrar em contato como telefone, e-mail, facebook, twitter e afins. Mas calma! Você não precisa ter todas essas informações no primeiro “oi”, algumas pessoas ainda gostam de cultivar uma certa privacidade! Além disso, procure ter referências além da pessoa em si, por exemplo, falar com amigos da criatura, ouvir conversas dela com os pais ou parentes, apresente a menina a pelo menos um[a] amig@ seu para ter outra opinião. Busque um terreno firme para que qualquer sensação de segurança seja RACIONALMENTE justificada!

Constatação número 5: chamadas de voz e com web cam serão essenciais e indispensáveis em algum momento.

Constatação número 6: se vocês se gostam, não demorem uma eternidade para promover o encontro! Sei que esse fato quando se trata de adolescentes é mais complicado. Sendo homossexual, vish! E se não for assumido ou se os pais não aceitarem, nossa! Que difícil, viu?! Mas caso contrário, DÊ A BOSTA DE UM JEITO e se encontrem! O encontro não garante nada, mas minimiza muito futuras ilusões!

Constatação número 7: não crie tantas expectativas, há sim diferença entre apenas ouvir e imaginar e ter/ver concretamente. Há uma infinidade de novas sensações!

Constatação número 8: mesmo que seja alguém que você conhece há muito tempo, isso não anula o fato de existirem mentiras na relação que ela estabeleceu contigo [ouvi uma história extremamente bizarra recentemente, e descobri que tem gente que consegue sustentar uma mentira anos a fio].

Constatação número 9: não confunda prudência com covardia! Aquela ideia de que quem “não arrisca, não petisca” procede em muitos casos.

Constatação número 10: caso tudo ocorra bem no encontro, proteja-se! Agora sim estou falando de sexo! Avalie a situação, use os meios disponíveis para evitar alguma dst e corra para o abraço… Quer dizer… rs

De repente, vale a pena ler também:

https://napontadosdedos.wordpress.com/2008/10/11/namorada-distante/

—-

*MISKOLCI, Richard. O armário ampliado – notas sobre sociabilidade homoerótica na era da internet. Gênero, Niterói, v.9. nº 2, 2009. Disponível em: <http://www.ufscar.br/cis/wp-content/uploads/OArmarioAmpliadoRichardMiskolci.pdf>.

8 Comentários leave one →
  1. beh permalink
    13 setembro, 2013 10:24 pm

    Muito bem moça, concordo e assino. É que mulher é um bicho nhenhenhém(rsrs), romântica, carente muitas vezes, e tem pressa pra ter alguém pra chamar de sua…princesa. E sabemos que ñ existe príncesa e o mundo das maravilhas. E a internet sim, é uma opção boa pra conhecer quem vc bem entender ou não…tem que saber filtrar e ter pés no chão e sabendo disso, oportunidades não faltarão! Tenho encontrado ótimas pessoas!

    abs

    • 13 setembro, 2013 10:55 pm

      Pois é, Beh. Nem cuidado de menos, nem cuidado em excesso…rs

      bjs

  2. Carol permalink
    13 setembro, 2013 11:19 pm

    ‘nussa sinhora’, o que tenho de estórias sobre minas loucas de internet! mas também tem umas que escapam, néam?
    dicas muito validas! gostei!!!

  3. 13 setembro, 2013 11:20 pm

    Olha, outro texto! Brincadeira
    Relacionamentos são sempre difíceis e realmente não precisa estar online pra mentir um monte!

  4. Lana permalink
    16 dezembro, 2013 4:59 pm

    Interessante este assunto sobre namoro a distância, Eu namoro há uns dois meses, esta sendo a minha primeira vez neste tipo de relacionamento, Nos conhecemos através de um site de relacionamento e depois nos conhecemos pessoalmente, ele é dos EUA e eu do Brasil. Foi maravilhoso, quando nos vimos pela primeira vez, ficamos um tempo juntos. Quer por qualquer custo que eu vá para lá ficar com ele, Nos falamos sempre por email´s ou skype. Ele continua amoroso, quando passamos alguns dias sem se ver, ele se desculpa devido seus afazeres, etc.. A única coisa que me deixa, talves insegura, pq ele continuar no site de realacionamento que nos conhecemos? Eu criei um fake…rs e sempre o vejo por lá, troca fotos. Já tentei falar com ele pelo fake ele não me respondeu. Será que estou criando coisas onde não existe?

    • 18 dezembro, 2013 6:14 pm

      Não sei porque não há como adivinhar isso. Mas acho seu comportamento “problemático” no seguinte sentido: veja bem, se não há confiança como o relacionamento pode ser saudável? E outra, se seu problema é com relação a traição, tente relaxar quanto a segurança porque não existe nada no mundo que garanta que quem é fiel hoje, será fiel amanhã etc.
      De qualquer forma, fazer qualquer mudança exige segurança, mas essa segurança tem que ser em si mesma e não nos outros. Se você for e der errado quais as consequências? Entendeu?

      Boa sorte!

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