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NÃO #significa

20 novembro, 2013

interrogacaoAlgumas coisas andam meio malucas, certo? Então… “Ok” lésbicas, sapas, sapatas, bis e futuras pessoas “sexualmente diferenciadas”, vamos TODAS (ênfase em mim) respirar profundamente, contar até 8 e ver se recuperamos…

Estava eu aqui passeando pela net quando me deparo não com um, mas VÁRIOS comentários de meninas preocupadas (algumas um pouco desesperadas) por possuírem certas “características ditas de lésbicas” como unha curta, estilo despojado de roupa e calçado, gostos pessoais etc.; e, ao contraporem estas características com outros interesses e práticas como não gostar de futebol e curtir maquiagem, não sabem mais onde se encaixam.

Primeiro: sei que “se encaixar” para além das conotações sexualmente gostosas tem importância para o bem estar psicológico, mas colega, você não precisa MUDAR as coisas que te servem porque elas não servem para os outros!

Entendam, sempre que alguém  rabisca esse passo-a-passo para saber se ELA É (ou ele), isso é baseado num contexto muito específico de experiências particulares. O que serve para identificar sapas no Ceará ou em Pernambuco, não necessariamente vai servir pra identificar as sapas do Paraná ou de Santa Catarina! Sei que existem certas relações e que elas fazem sentido. A questão aqui não é dizer que não significa nada, mas sim que pode simplesmente não significar o que você acha, espera ou deseja!

E pelo AMOR de qualquer ser/coisa/entidade que você acredite, ter uma, duas, três características “comuns” a uma quantidade grande de pessoas homossexuais NÃO define sua sexualidade. Seu “grau” de homossexualidade não vai aumentar nem diminuir de acordo com a quantidade de queratina sobre os seus dedos😉, por exemplo.

Eu seiiiii que é complicado pra caralho não fazer essa soma gosta disso + faz isso = gay, mas temos que evitar colocar isso em ação uma vez ou outra pra ver se vira um hábito, hábito este que dá uma maior liberdade ou flexibilidade para todos nós.

3 Comentários leave one →
  1. 20 novembro, 2013 8:02 pm

    Texto muito bom, Teta… Acho que é bom ressaltar também o mais básico (e óbvio): o que faz uma mulher ou um homem ser gay é… gostar de pessoas do mesmo sexo. E não usar unha curta, ou regata ou curtir Ana Carolina.

    Acho que esses “indicativos” servem, sim, pra levantar suspeitas… mas suspeitas dos outros, não de si. Tipo, olhar pra sua sexualidade é olhar pra dentro de si, não pra fora.

    Claro que existem certos “padrões”, mas eles são apenas indicativos genéricos e não fatores determinantes, exatos e científicos. rsrs.

    Ok, acho que me alonguei demais no comentário. É isso, por hora. hehehe.
    Beijão, Tetinha! :*

  2. 21 novembro, 2013 2:00 pm

    Adorei o post, Té.
    Nas conversas de boteco da vida, a gente faz muito isso de classificar, até faz parte do ritual da saída, mas não dá pra levar papos informais a ferro e fogo!
    De qualquer forma, meu gaydar deve tá quebrado mesmo rs

  3. beh permalink
    21 novembro, 2013 11:27 pm

    Corretíssima, Té!
    Existem padrões sim, o que não quer dizer nada…sôbre eu, tu, eles, nós…rsrs

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